Dia a dia

Em ato público, servidores da Ufam decidem manter greve

Cerca de 50 pessoas entre servidores e acadêmicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), participaram de um ato público realizado na manhã desta terça-feira (30), no Bosque da Resistência, em frente ao Campus, localizado na Zona Sul. De acordo com os organizadores do movimento, o objetivo do ato é demonstrar ao governo federal que as categorias irão manter a decisão de greve até que as exigências impostas pelas classes sejam cumpridas pelo poder público.

De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sinteam), Crisolta Araújo, esse foi o segundo movimento realizado desde o início da paralisação. A sindicalista ressalta que o ato foi para fortalecer a greve dos servidores da Ufam que entra na terceira semana.

Na ocasião, Crisolda destacou que hoje a partir das 9h, no auditório da Ufam, as classes realizarão uma assembleia geral para apresentar a contraproposta do governo federal que ofereceu aos servidores uma reposição de perdas e aprimoramento da carreira de 21% parcelado em quatro anos.

Os servidores exigem uma reposição de 27%, além da não retirada de ganhos administrativos, reposição dos aposentados e pensionistas, abertura de concurso público para todos os níveis, efetivação do Plano Nacional de Capacitação lançado em 2013, redução da jornada de trabalho para 30 horas, suspensão imediata dos cortes orçamentários nas instituições publicas de ensino, reposição orçamentária e combate ao assedio moral.

“Estamos fazendo um fortalecimento da nossa greve com esses atos. Amanhã (hoje), vamos apresentar às categorias a pauta enviada pelo governo federal que propõe uma reposição de perdas de 21% parcelada até 2019. É uma pauta rebaixada, pois pedimos 27% para repor as nossas perdas salarias. Os técnicos administrativos já estão no seu 34º dia de paralisação, e por enquanto sem previsão de retorno. Ao todo, 65 universidades federais estão com as atividades acadêmicas paralisadas”, frisou.

Por Gerson Freitas

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