Dia a dia

Em 4 meses, apreensões de drogas superam 2016

     Colômbia e Peru ainda são os grandes produtores da droga que entra no Amazonas – Fotos: divulgação

Antes apontado como rota para o tráfico de drogas devido a sua posição geográfica, o Amazonas agora está se tornando um entreposto de entorpecentes. O Estado também chama a atenção da polícia pela quantidade de drogas apreendida nos últimos meses. Somente no primeiro quadrimestre deste ano, 4 toneladas de drogas foram apreendidas em ações da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

O montante de drogas apreendidas neste período superou as apreensões feitas ao longo do ano passado, que totalizaram 3 toneladas. Em caso de eficácia nas investidas da polícia, estima-se que até o fim do ano, as apreensões cheguem a mais de 10 toneladas. Nos últimos dois anos, a SSP-AM, juntamente, com a Polícia Federal, apreendeu 40,3 toneladas de drogas em todo o Estado.

De janeiro a abril já foram apreendidos 4 toneladas de drogas no AM

A tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia e as rotas de tráfico que escoam a produção de cocaína da região, conhecida como Trapézio Amazônico, são o principal motivo da disputa entre as facções criminosas Família do Norte e PCC. Após ser produzida na Colômbia e no Peru, a cocaína já refinada chega a Manaus e segue para outros Estados.

“Não se tem dúvidas de que o narcotráfico é o maior problema de segurança pública do Brasil. Ele é o vetor de toda a microcriminalidade, como, por exemplo, os assaltos, furtos, homicídios; quase tudo tem uma ligação direta com o tráfico e consumo de substâncias entorpecentes. Queremos neste ano superar a marca dos dois anos anteriores”, ressaltou Sérgio Fontes, secretário estadual de Segurança Pública.

A Polícia Federal também tem intensificado as ações em todo o Amazonas, principalmente se tratando da entrada de drogas pela rota hidroviária nos rios Solimões, Içá e Japurá, quanto em rotas aéreas.

Nessas rotas, segundo a Polícia Civil, muitas das vezes as drogas são trazidas pelas chamadas “mulas” (pessoas contratadas para o transporte).  “Ao mesmo tempo que tentam despistar a polícia, essa é uma alternativa para não terem tanto prejuízo. Dentre os principais destinos aéreos, estão cidades no Nordeste e Sudeste do Brasil”, explicou o delegado Paulo Mavignier, titular do Departamento de Investigação Sobre Narcóticos (Denarc) que, só este ano, já apreendeu 2 toneladas de entorpecente.

Leia a reportagem completa na edição impressa do EM TEMPO, que já está nas bancas.

Bárbara Costa e Náferson Cruz
EM TEMPO

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