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Em 2015, cesta básica aumentou mais que o IPCA em todas as capitais; Manaus teve o menor percentual

Ao comparar o valor acumulado da cesta básica em 2015 com os números de 2014, a pesquisa indica que o menor percentual de reajuste foi em Manaus - foto: reprodução

Ao comparar o valor acumulado da cesta básica em 2015 com os números de 2014, a pesquisa indica que o menor percentual de reajuste foi em Manaus – foto: reprodução

Os itens que compõem a cesta básica ficaram mais caros em 2015, nas 18 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. Os aumentos ocorreram em níveis superiores à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que terminou o ano com alta de 10,67%.

Ao comparar o valor acumulado da cesta básica em 2015 com os números de 2014, a pesquisa indica que o menor percentual de reajuste foi registrado em Manaus, com alta de 11,41%. A cesta básica amazonense fechou o ano passado custando R$ 357,29, quando em dezembro de 2014 a mesma cesta custava R$ 320,7. Em termos nominais, ficou R$ 36,59 mais cara. Em relação a novembro de 2015, os preços subiram 1,25%.

Dos 12 produtos que compõem a cesta básica de Manaus, dez registraram alta em comparação com dezembro de 2014: feijão (39,54%), óleo de soja (21,54%), tomate (19,77%), açúcar (15,38%), carne (12,36%), leite (6,6%), pão (5,47%), café (3,41%), banana (2,78%) e manteiga (1,72%).

Outros dois itens tiveram retração: farinha (-5,5%) e arroz (-2,57%). A Tabela 1 mostra o tempo de trabalho comprometido com a aquisição de cada item da cesta em dezembro de 2015 e de 2014.

Maior

Já a maior correção, de 23,67%, ocorreu em Salvador, onde os produtos passaram a custar, em média, R$ 331. Apesar disso, Porto Alegre se mantém como a capital pesquisada com a cesta básica mais cara do país (R$ 418,82), com alta de 20,16%.

Na lista das capitais com os maiores valores aparecem ainda: Florianópolis (R$ 414 e alta de 17,28%); São Paulo (R$ 412 alta de 16,36%); Rio de Janeiro (R$ 394, alta de 16,62%) e Brasília (R$ 392 alta de 19,19%). Já os menores valores foram encontrados em Aracaju (R$ 296, mas com alta de 20,81%) e em Natal (R$ 309 e 15,34% mais cara).

Tomando por base o valor da cesta mais cara do país, o Dieese calculou que o valor do salário mínimo para uma família de quatro pessoas, em dezembro, deveria alcançar R$ 3.517, correspondente a 4,47 vezes o valor em vigor no período (R$ 788). Em dezembro de 2014, o valor ideal era R$ 3.399 ou 4,10 vezes o piso vigente naquele mês (R$ 724).

 

Com informações da assessoria e Agência Brasil

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