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Em 15 dias de campanha, menos de 10 % do rebanho bovino e bubalino do AM foi vacinado

A maior dificuldade que a campanha enfrenta são as fortes chuvas que tem atrapalhado os produtores na realização da vacina - foto: divulgação

A maior dificuldade que a campanha enfrenta são as fortes chuvas que tem atrapalhado os produtores na realização da vacina – foto: divulgação

Em 15 dias, menos de 10% do rebanho bovino e bubalino do Amazonas foi vacinado, na campanha de combate a febre a aftosa. Conforme dados parciais da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf), pouco mais de 3 mil cabeças de gado já foram vacinadas nessa primeira etapa de vacinação. Até o dia 30 de abril, o Estado espera atender a 41 municípios das regiões do baixo e médio Amazonas, com a meta de vacinar 534.560 animais do rebanho bovinos e bubalinos, neste período de 45 dias.

De acordo com o presidente Adaf, Hamilton Casara, a maior dificuldade que a campanha enfrenta são as fortes chuvas que tem atrapalhado os produtores na realização da vacina. Apesar disso, Casara afirmou que os pecuaristas amazonenses estão abraçando a campanha. “Estamos tendo apoio de associações e criadores e estamos alertando em todos os municípios para que não deixem para a última hora”, disse.

Na primeira fase da vacinação, segundo o presidente da Adaf, a maior concentração do rebanho encontra-se nos municípios de Parintins, Autazes, Careiro da Várzea e Itacoatiara. Ele explica que a vacinação está prevista na legislação estadual como obrigatória, sendo um dever de todo criador que deverá adquirir a vacina contra a febre aftosa.

As vacinas podem ser adquiridas nos postos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) ou em casas agropecuárias credenciadas na Adaf. Conforme Casara, é necessário posteriormente à vacinação procurar o escritório da agência no município, acompanhado da nota fiscal da vacina, para efetuar a declaração do rebanho vacinado, sendo este ato o registro de que os animais foram vacinados. “Não adianta somente vacinar, tem que declarar a vacinação”, explicou.

Quem não vacinar o gado ou declarar a vacinação realizada, será obrigado a pagar multa no valor de R$ 40 por animal não vacinado e R$ 300 por propriedade. O prazo para os municípios do baixo Amazonas, que estão inseridos na primeira etapa é até 30 abril. Já o prazo para declaração da vacinação é até 15 de maio. Segundo a Adaf, o valor das vacinas nas casas agropecuárias varia de R$ 1,50 a R$ 2,20, dependendo do município.

Segundo Casara, a expectativa é de que sejam vacinados 100% das cabeças do rebanho amazonense, a fim de garantir ao Amazonas o selo de Estado livre da febre aftosa. “O Amazonas espera vacinar 100% do seu rebanho o que, somado ao fortalecimento do Serviço Veterinário Oficial e a participação da cadeia produtiva, irá implementar as ações necessários ao pleito de promover o avanço na classificação de risco para febre aftosa elevando o status sanitário do Estado para área livre de febre aftosa com vacinação até o final do ano”, afirmou.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, disse que 20 mil fazendas estão cadastradas pela Adaf, o que representa, aproximadamente 80 mil pecuaristas. Lourenço observou que, o selo de área livre de febre aftosa trará mais confiança a produtores que tem um reprodutor geneticamente melhor. “O translado do gado será mais seguro, e isso vai ser melhor para a questão genética”, disse o presidente da Faea. Ele destacou que o selo abrirá portas para a exportação de carne bovina.

Por Asafe Augusto

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