Política

Eleições em 2016 terá 70% do voto biométrico

Presidente do TRE, desembargadora Graça Figueiredo, deu início ontem ao cadastro biométrico no Careiro- foto: divulgação

Presidente do TRE, desembargadora Graça Figueiredo, deu início ontem ao cadastro biométrico no Careiro- foto: divulgação

Com o cadastramento biométrico obrigatório, que iniciou ontem no município de Careiro Castanho (a 120 quilômetros da capital), restarão apenas as cidades de Autazes e Silves para que sejam atualizados os cadastros do eleitorado de toda a Região Metropolitana de Manaus. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), no pleito de 2016 cerca de 70% dos amazonenses votarão biometricamente.

A presidente do TRE-AM, a desembargadora Socorro Guedes, disse que, por conta da proximidade das eleições do ano que vem, não há como atingir todos os municípios a tempo, tarefa que ficará para seu sucessor no tribunal, que deverá concluir o cadastramento biométrico de todos os municípios do Amazonas.

“Faltam apenas dois municípios da região metropolitana. Em Autazes começa no próximo dia 15 e, em Silves, o cadastramento deve ser começar em novembro. Como são zonas pequenas, queremos concluir junto com Manaus, que tem o prazo final dia 26 de fevereiro. Então, se fecharmos Manaus, já teremos 52% do Amazonas com biometria. Com a capital e região metropolitana, chegaremos a 70% do eleitorado do Amazonas”, explicou Guedes.

Para a desembargadora, o maior desafio é a logística nos locais. Conforme Guedes, os problemas enfrentados vão desde internet lenta em comunidades distantes dos polos de cadastramento até o chamamento dos eleitores nas zonas rurais, como é o caso do Careiro, que fará o atendimento de determinadas comunidades a cada semana até o prazo final.

“Em qualquer município, uma das dificuldades é a logística de trazer os eleitores da zona rural. O Careiro tem uma característica, que tem grande parte das comunidades que chega através do transporte terrestre, no entanto, o que nós buscamos é possibilitar um agendamento com bastante antecedência por comunidade. Nós vamos fazer um mapa de agendamento para que as pessoas não passem a se aglomerar na frente do fórum eleitoral. Desta maneira nós esperamos não chegar até o final do provimento. Estamos trabalhando para fazê-lo até dezembro ou até janeiro, no máximo”, disse.

O vice-presidente e corregedor do tribunal, João Mauro Bessa, assinalou que há uma resolução – a ser votada no pleno do TRE – que estabelece que no período da revisão ficam suspensos os alistamentos e as transferências de domicílios, funcionando apenas o cadastramento. A medida é para impedir que pessoas de Manaus se desloquem para o próximo município a fim de fazer a revisão.

“Há uma excepcionalidade, que ficará a cargo da juíza e presidente da zona eleitoral, estabelecer situações eleitorais. Por exemplo, o caso de algum servidor público que venha a ser transferido, o que gera uma exceção. Agora, após o fechamento do cadastro, as pessoas poderão voltar a fazer transferências e alistamentos”, disse.

Por Cecília Siqueira

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