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Eldorado sofre depredação durante eventos na arena

A falta de planejamento por parte dos órgãos que deveriam atuar no local em dias de eventos é uma das principais queixas dos moradores - foto: divulgação

A falta de planejamento por parte dos órgãos que deveriam atuar no local em dias de eventos é uma das principais queixas dos moradores – foto: divulgação

Inferno. Assim descrevem os moradores do Conjunto Eldorado, localizado no Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus, os dias de jogos ou grandes eventos na Arena da Amazônia. Segundo os moradores, o local é invadido por carros que estacionam em garagens privadas, torcedores urinam nas paredes e plantas e ainda depredam áreas como o Passeio do Bindá, área de proteção ambiental cercada por floresta e que acaba sendo utilizado como garagem pelos torcedores.

Conforme denúncias de residentes, a invasão do local começou após a construção da Arena da Amazônia. Pelo fato do local não possuir estacionamento próprio, as pessoas acabam buscando estacionar seus veículos em locais próximos, causando muitos transtornos para quem habita o local.

Para o presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Eldorado (Amae), Jersen Orellana, os prejuízos para os moradores do conjunto são incalculáveis. “Em todas as situações em que existem evento na Arena da Amazônia, não somente jogos, e que têm um público relativamente grande, já é motivo de problema para os moradores do Conjunto Eldorado. Como o estádio não tem estacionamento próprio, as pessoas estacionam irregularmente. Os prejuízos são de toda ordem, desde a poluição sonora, prejuízos materiais, psicológicos e até de destruição da área de proteção permanente do Passeio do Bindá”, alerta o líder comunitário.

Segundo Jonas Ivo, morador do conjunto, quando há qualquer evento nas proximidades, as pessoas estacionam nas vagas dos moradores e não respeitam ninguém. “O pessoal faz xixi na rua, homens, mulheres. Em dia de jogos tudo piora, vira um tumulto”, reclama. Conforme o morador, após a construção da arena, não deram suporte para que os frequentadores pudessem estacionar no estádio.

“Na época do Vivaldão (antiga arena da Amazônia), havia estacionamento. A gente estacionava do lado, hoje as pessoas estacionam nos arredores, nos bairros próximos. O que era para ter sido construído estacionamento fizeram aquele Centro de Convenções, que poderia ser feito em qualquer lugar da cidade, e ali é apenas um elefante branco”, resumiu.

Segundo a Prefeitura de Manaus, existe a elaboração de um plano de ação que envolve várias secretarias do Estado e do município para atuar no bairro a fim de encaminhar ações de segurança, trânsito proteção ambiental, além da ocupação dos espaços públicos, com vistas a atender as demandas dos moradores do bairro.

Falta de planejamento

A falta de planejamento por parte dos órgãos que deveriam atuar no local em dias de eventos é uma das principais queixas dos moradores. O campeão de reclamação é o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans), que, segundo os moradores, não atua a fim de corrigir os estacionamentos irregulares no local.

Ainda conforme o presidente da associação dos moradores, o problema se arrasta desde o final da Copa de 2014. “A prefeitura e o governo do Estado deixaram de fazer as ações conjuntas, que foram feitas na época da Copa, quando tinha todo o apelo do comitê da Fifa, dos estrangeiros. Agora que sobrou apenas os contribuintes, eles praticamente ignoram nossos pedidos de socorro”, desabafou.

Por Stênio Urbano

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