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Egito condena três jornalistas à morte e adia sentença de presidente deposto

A Justiça do Egito condenou à morte seis pessoas, incluindo três jornalistas, por colocar a segurança nacional em risco ao vazar documentos secretos para o Catar.

A sentença final está prevista para 18 de junho, pois o veredito precisa ser aprovado pelo Grande Mufti, a autoridade máxima do país.

O veredito sobre o ex-presidente Mohamed Mursi, processado pelo mesmo caso, foi adiado para a mesma data.

Os três jornalistas foram julgados sem estarem presentes. Dois deles trabalham na TV Al-Jazeera, sediada no Catar. Eles podem recorrer da decisão.

Ligado ao grupo Irmandade Muçulmana, Mursi foi derrubado do poder pelo Exército em 2013 após ser alvo de protestos nas ruas. A Irmandade Muçulmana foi dissolvida e vários de seus líderes estão presos.

A Irmandande esteve entre os líderes dos protestos no Egito em 2011, que levaram à queda do ditador Hosni Mubarak e fizeram parte da chamada Primavera Árabe.

Mursi foi condenado em outros três casos, incluindo a pena de morte por uma fuga em massa de uma prisão durante os protestos de 2011 e prisão perpétua por espionagem e ligação com o Hamas.

O Catar apoiou Mursi, que segue preso enquanto aguarda o fim do processo judicial.

Por Folhapress

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