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Eduardo Braga confirma que PMDB terá candidatura majoritária à prefeitura de Manaus

O senador Eduardo Braga confirmou que o PMDB terá candidatura própria nestas eleições e que o candidato poderá ser o deputado federal Marcos Rotta. A declaração foi dada durante entrevista concedida ao programa Agora da TV EM TEMPO, na manhã de ontem (17).

“Eu acho que essa eleição vai ser muita atípica, porque estamos no fundo do poço na crise e estamos vivendo situações desafiadoras. O meu partido (PMDB) terá candidatura própria, estamos nos organizando na nossa aliança, porém, reconheço que existem nomes muito bons sendo colocados, como Marcos Rotta, Hissa Abrahão (PDT), Marcelo Ramos (PR) e Serafim Corrêa (PSB). Não será por falta de opção que o eleitor não escolherá o melhor nome para chefiar Manaus”.

Braga aproveitou a entrevista para ressaltar a importância de o Estado ter um representante como relator do Orçamento da União no Congresso Nacional, após um vácuo de 15 anos. Eduardo assumiu a relatoria do Orçamento, no dia 3 de junho. O parlamentar afirmou que para enfrentar a crise econômica que assola o país será preciso controlar os gastos públicos e que essa será a oportunidade para fazer esses ajustes.

“O Brasil precisa de um choque de realismo, não só no orçamento federal, mas também nos estaduais e municipais. Ao longo dos últimos anos, o país tem feito orçamentos que não têm correspondido com a realidade, seja porque frustram a receita ou porque acaba-se gastando mais do que estava estabelecido. É preciso ter controle dos gastos públicos, gastar menos, mas de uma forma melhor para a população”, comentou.

O senador se colocou, novamente, à disposição do povo do Amazonas, incluindo o governo do Estado e a Prefeitura de Manaus e de todos os municípios do interior “para discutirmos o que eles precisam”. “Eu vou ter minhas limitações na relatoria, mas poderei ajudar o meu Estado a enfrentar essa crise”, acrescentou.

Apesar de se colocar à disposição para ajudar o Estado, Braga alfinetou o governo pelas recentes medidas tomadas para enfrentar a crise econômica, a exemplo do reordenamento da saúde, que precisou mudar o atendimento nos Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caics), à Melhor Idade (Caimis) e Serviços de Pronto-Atendimento (SPAs).

“Até pouco tempo, a população estava indo às ruas brigar por novas conquistas, só que, agora, estamos vendo nas ruas o povo do Amazonas pedindo direitos já adquiridos. Na saúde, tínhamos os Caics, Caims, SPAs e, agora, não querem mais sustentar as unidades. Para onde o povo vai recorrer na saúde? Temos que dar prioridade ao que realmente importa e mostrar transparência nos gastos públicos”, afirmou Braga dizendo, ainda, que uma das suas prioridades na relatoria será a saúde.

O senador também pontuou as demissões que estão ocorrendo no Distrito Industrial e que o governo não podia ficar de braços cruzados. “Estamos perdendo empregos no distrito e não ouvimos uma palavra. Não podemos ficar de braços cruzados, o papel do governante é ter atitude de pensar. Precisamos encontrar soluções anticíclicas para segurar os empregos e virar o jogo. É o que não estamos vendo no Amazonas. Eu tenho andado no país inteiro e a crise está em todo o Brasil, mas em alguns lugares ela está menor. Aqui no Amazonas e na Zona Franca de Manaus (ZFM), estamos sentindo de uma forma brutal, porque não estamos conseguindo mecanismo para avançar”.

Por Kattiúcia Silveira

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