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Votação na Câmara Federal é uma afronta à sociedade

A Câmara Federal manteve o mandato e os direitos políticos de Donadon – foto: Zeca Ribeiro/ Câmara
 
O resultado da votação na Câmara Federal que manteve os direitos políticos do deputado Natan Donadon (sem partido-RO), na noite da última quarta-feira (28), repercutiu de forma negativa na opinião pública e coloca em xeque o parlamento no Brasil, numa época em que a população vai às ruas protestar contra as injustiças e pedir um basta à corrupção.

Por 24 votos, o livramento da perda do mandato do deputado Donadon, em votação secreta, com 233 votos favoráveis à perda, 131 contrários e 41 abstenções, gera uma discussão em torno da resposta que parte do Congresso Nacional e vai em desencontro dos anseios da população.  

Para o antropólogo, cientista político e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ademir Ramos, a não participação efetiva dos parlamentares pela perda do cargo do deputado na Câmara Federal mostrou o desprezo para com a opinião pública, além de ter sido ignorada a decisão da maior corte do país, o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Uma verdadeira afronta à sociedade civil brasileira que tem se manifestado pela lisura na prática política, de uma decisão que veio de plenário do Congresso Nacional, em um total descompasso ao desejo dos brasileiros”, disse.

“É imoral e requer do povo brasileiro uma ação reparatória, dentro dos preceitos legais da democracia, e dos partidos políticos sérios também, para se ressalvar o valor do Poder Legislativo, manchado por atos de políticos viciados, corruptos e levianos, ainda que haja político que deva agir em defesa da moralidade nesse país”, completou.   

O cientista político disse que a votação expressada na Câmara dos Deputados foi objeto de preparar o caminho para o mesmo futuro dos políticos condenados pelo Supremo no processo do mensalão. “A intenção foi afrontar o STF pela competência de julgar criminalmente determinados parlamentares corruptos”, avaliou Ademir Ramos.

O presidente do Instituto Amazônico da Cidadania (Iaci), Hamilton Leão, também criticou a votação no Poder Legislativo que livrou o deputado rodoniense Donadon de perder o mandato e classificou o resultado como “corporativismo pernicioso”.

“A atitude corporativista da Câmara revela que os ‘representantes do povo’ votam as matérias de acordo com seus interesses pessoais ou de grupo, perdendo a oportunidade de se firmarem como fiéis representantes da população e da moralidade que tanto se ouve pelas ruas”, declarou.
 
Com a exceção dos deputados federais Luiz Fernando Nicolau (PSD) – licenciado por motivo de saúde da Câmara - e Sabino Castelo Branco (PTB) – que não foi localizado pela reportagem - que não votaram na sessão que apreciava a perda de mandato de Natan Donadon, seis representantes do Amazonas em Brasília participaram da sessão e confirmaram ao EM TEMPO seus votos a favor da perda do mandato.

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