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Após ouvir Adail, MPE pretende ir a Coari na próxima semana

O promotor Fábio Monteiro (sentado) não gostou de saber que o chefe da segurança do órgão facilitou a saída de Adail, após depoimento – foto: Ione Moreno

 

Alvo de novas denúncias no Ministério Público do Estado (MPE-AM), o prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), prestou ontem (29), depoimentos ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) daquele órgão.

 

Promotores envolvidos nas investigações planejam se deslocar até o município na próxima semana para colher mais informações. Segundo o coordenador do grupo, promotor Fábio Monteiro, é possível que as investigações sejam finalizadas até o fim de fevereiro deste ano.

O depoimento de Adail foi a portas fechadas e durou quase cinco horas. Ele não falou com a imprensa que estava acampada no local e saiu sem ser visto. Conforme Monteiro, as declarações do prefeito de Coari “não foi diferente do que esperávamos”. “Tradicionalmente, envolvidos nesse tipo de crime não assumem responsabilidades em depoimento, mas ele pôde se pronunciar”, disse o promotor.

As declarações de Adail em posse da Gaeco, segundo Fábio Monteiro, indicam que o prefeito poderá ser incriminado por exploração sexual infantil e formação de quadrilha. “É cedo para emitir um parecer, mas tudo que foi apurado até agora caminha para a incriminação”. Em relação às declarações de Adail evidenciadas em escutas telefônicas, o prefeito se negou a falar sobre isso, já que sua defesa irá questionar estas provas na Justiça.

Dez supostas vítimas de Adail, todas menores de idade, estão sendo ouvidas pelos promotores desde dezembro do ano passado, quando as investigações foram autorizadas pelo procurador-geral de Justiça (PGJ), Francisco Cruz. Segundo Monteiro, há casos atuais e também práticas que datam entre 4 a 5 anos atrás. “Pessoas tem declarado que foram abordadas pelo prefeito nos últimos meses. E pessoas que ainda não tinham sido citadas”, informou.

Investigação
O conjunto de relatos aponta oito suspeitos de trabalhar com o prefeito acusado na articulação da rede. Segundo o promotor, há servidores públicos e assessores pessoais de Adail, em Coari e na capital, sendo investigados. Os suspeitos aparecem em diversas outras investigações estudadas pelo órgão e trabalham com organização semelhante à apontada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, em curso na Câmara dos Deputados.
Chefiados por Monteiro, o Gaeco planeja ir até a Coari na próxima semana para colher novos depoimentos sobre os casos. O deslocamento ainda não foi autorizado pela Procuradoria-Geral da casa, mas, segundo Leda Mara Nascimento, “não há dúvidas de que novos casos importantes surgirão”. A intenção do órgão é finalizar o relatório em, no máximo, três semanas. “Será um procedimento rápido”, afiançou Monteiro.

O relatório será entregue à Procuradoria-Geral de Justiça, que analisará os fatos e poderá encaminhar a denúncia ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). O responsável pela análise, Francisco Cruz, poderá também arquivar os relatos ou pedir novas investigações.

Após 4 horas e 30 minutos de depoimento, às 12h40, o prefeito Adail Pinheiro, acompanhado de um agente de segurança do MPE, deixou a sede do órgão pela saída alternativa - exclusiva para promotores e autoridades da repartição localizada no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste da capital.

Ao saber do fato, o promotor Fábio Monteiro pediu explicações. “Nos choca saber que ele (Adail) teve tratamento diferenciado pela segurança desta casa. Isso será apurado”.

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