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Exportações do Estado desaceleram em 2014

Comercialização de produtos industrializados fabricados no AM registrou retração devido à Venezuela que “puxou o freio de mão” – foto: arquivo EM TEMPO

 

A Venezuela, principal comprador de produtos e insumos produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM), freou a comercialização com o Amazonas no início deste ano e derrubou o resultado das exportações do Estado em janeiro. Com US$ 73,3 milhões, as vendas amazonenses para o exterior registraram queda de 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado.


Os dados foram divulgados, ontem, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).


Conforme o levantamento, o principal motivo da retração foi justamente a redução dos pedidos feitos ao parque fabril local pelo país venezuelano, que rendeu ao Amazonas apenas US$ 1,4 milhão contra os US$ 15,8 milhões acumulados em janeiro de 2013, queda de 91,1%. O volume de vendas fez com que a Venezuela saísse do primeiro lugar entre os principais compradores e passasse a ocupar a décima segunda posição no ranking.


Os concentrados de bebidas, vendidos em grande volume para Venezuela e Colômbia verificaram recuo significativo.  A comercialização do item totalizou à indústria amazonense, US$ 13,5 milhões, queda de 43,9% frente aos US$ 24,1 milhões registrados pela venda do produto no mesmo mês do ano anterior.


Na avaliação do economista e diretor da fábrica de concentrados instalada no PIM, Tholor do Brasil, Francisco de Assis Mourão Junior, o desempenho negativo reflete a instabilidade econômica e política do país sul-americano, situação que estaria afetando os negócios com outros países, inclusive com o Brasil e o parque fabril local.


Segundo ele, a mudança da política de governo a Venezuela, com a saída e Hugo Chaves, em 2013, fez o país “mergulhar” em uma crise. “A inflação está disparada, a equipe econômica toma medidas controversas e o petróleo, item que sustenta a economia do país, está estável, sem crescimento no valor do barril. Neste clima, a lista de compras é reduzida”, resume.


Efeitos
Entretanto, mesmo com a redução brusca no volume de exportações, Mourão Junior não acredita em impactos significativos para o segmento de produção de concentrados do PIM. Conforme defende, o consumo interno, motivado pela chegada da Copa e pelas altas temperaturas das regiões Sul e Sudeste do país, devem absorver a demanda não exportada.


O analista econômico da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Gilmar Freitas, também afastou o risco de prejuízos para o setor. Segundo ele, um excesso de concentrados no estoque das fábricas e a concessão de férias coletivas estão entre os motivos que podem ter desestimulado a compra em janeiro.


“Mas apenas a repetição deste baixo volume nos meses seguintes seria capaz de determinar um problema mais grave. Por enquanto, a situação é pontual”, argumentou.

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