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David Assayag comemora 45 anos com show e relembra trajetória na música

O ‘Imperador’ faz show hoje no Rancho Sertanejo – foto: Alberto César Araújo
 
Quando David Assayag entra no Bumbódromo para defender suas toadas, independentemente de Caprichoso ou Garantido, a floresta se cala. Com uma voz poderosa, o cantor chega aos 45 anos, sendo 25 deles dedicados à música, o que lhe rendeu o título de “Imperador”, que faz jus ao seu talento.

Em entrevista ao EM TEMPO, Assayag fala da festa que será realizada hoje (24), no Rancho Sertanejo, pela passagem de seu aniversário; revela suas maiores emoções na arena, comenta sua relação com Márcia Baranda, Joilton Azedo e Arlindo Jr., avalia o festival de Parintins e afirma: “A política deveria se afastar um pouco dessa festa que é tão bonita e deve ser mantida”.
 
EM TEMPO – Quando você percebeu que tinha o dom para cantar?
David Assayag – A música vem desde muito cedo na minha vida. Acho que com 8/9 já cantava. Meu pai morreu muito cedo e depois disso fui embora de Parintins, fui morar em Belém na casa de um tio e nas festinhas de aniversário sempre dava uma palinha. Desde então descobri a música na minha vida.
 
EM TEMPO – Mas você já entrou diretamente no boi-bumbá ou seguiu pelo caminho da Música Popular Brasileira (MPB)?
DA – Comecei com MPB, nos anos 1980, cantando sucessos da época e isso já cantando profissionalmente. Com 15 anos eu já era profissional. Voltei para Parintins em 1984, onde integrei uma banda chamada Raízes da Terra, era um grupo de baile muito requisitado na época. A partir daí, nós começamos a cantar na noite durante muito tempo. Então a minha primeira parte musical foi cantando bossa nova, rock... Na verdade, cantávamos de tudo.
 
EM TEMPO – E como foi essa entrada no boi-bumbá? Apesar de ter nascido em Parintins, mas não era algo recorrente na sua vida...
DA – Engraçado que na época eu via o boi da seguinte maneira: era uma festa nossa, mas pequena. Uma festa que já estava crescendo, participando com mais brincantes que o normal, mas não tinha uma afinidade, era mais ligado a MPB. Porém, em 1988, fui morar na casa do José Carlos Portilho – compositor do Caprichoso – e foi onde tudo surgiu. As gravações das toadas do ano eram feitas lá. Aí eu comecei a me entrosar com o pessoal. Ainda nesse mesmo ano, nós gravamos um vinil para o Caprichoso cantando as melhores composições de todos os tempos, onde conheci o Arlindo Jr., Rey... Estávamos todos começando, todo mundo “garotão”.
 
EM TEMPO – E como foi sua ida para o Garantido?
DA – Fiquei no Caprichoso até 1994. O Arlindo Jr. já tinha conquistado a galera azul e branca e existia um grande carisma entre eles. Não tinha mais para onde crescer dentro do boi naquele momento. Então, neste mesmo ano, o Ronildo Monteverde, neto do Lindolfo Monteverde e presidente do Garantido naquela época, me fez o convite para trocar de boi. O que gerou uma grande polêmica. Porque ainda em 94, fundamos o Canto da Mata. Então fizemos todos os currais do Caprichoso ao longo de toda a temporada. Eu ia ser o levantador do Caprichoso daquele ano, mas o Gil Gonçalves voltou, pois ele havia se acidentado, e esse possibilidade foi desfeita. Em uma semana eu já estava no Garantido e me consagrei como melhor levantador. O boi perdeu os 3 anos seguintes, mas mantive uma regularidade no meu item.
 
EM TEMPO – E 15 anos depois você retornou ao Caprichoso e, consequentemente, mais uma série de polêmicas rondou a sua carreira. Hoje, depois de 5 anos dessa mudança, você ainda sofre algum tipo de retaliação?
DA – Ao longo da minha passagem pelo Garantido conquistei nove títulos, tive uma projeção nacional e internacional, ganhei diversos prêmios, conheci o mundo. Mas chegou 2010 e decidi sair. Hoje em dia está tudo tranquilo. O torcedor do Garantido compreendeu essa mudança até porque consegui explicar a situação pela qual eu saí. Atualmente é uma minoria que tem algum tipo de atitude mais agressiva. Na realidade a maioria pede a minha volta. Mas já tenho 20 anos de carreira dentro do boi, então...
 
EM TEMPO – Ao longo dessas duas décadas, quais foram os momentos mais marcantes tanto no Caprichoso quanto no Garantido?
DA – No Garantido foram várias emoções no Bumbódromo, em vários currais, mas teve um em especial. O boi da Baixa do São José tem uma ligação muito forte com a Igreja Católica e em 2000, tivemos uma encenação que chamada “Romeiro das Águas” e não consegui cantar porque fiquei muito emocionado. E quando imaginava que tinha passado por tudo em termos de boi, vem o Caprichoso, sem eu saber, e me coloca em um guindaste, em uma altura de 67 metros, dentro da arena para cantar “Sensibilidade”, uma toada feita especialmente para mim. Foi algo de surpresa, incrível e, com certeza, inesquecível.
 
EM TEMPO – O Arlindo Jr. disse em entrevista ao EM TEMPO que era um desejo de ambas as galeras ver vocês dois juntos no Bumbódromo. Isso, agora, vai acontecer com o retorno dele ao Caprichoso. Como é a relação de vocês?
DA – Nossa relação sempre foi muito boa, desde quando éramos adversários sempre foi muito festiva, dentro da arena, mas fora dali sempre fomos muito amigos. A voz dele é muito boa, tem um controle da galera, fez parte da história do Caprichoso e para mim será um prazer muito grande dividir a arena com ele, com o Júnior Paulain e com os outros itens.
 
EM TEMPO – No dia 15 de fevereiro, no curral Zeca Xibelão, em Parintins, será realizada a gravação do DVD deste ano do Caprichoso. Como estão
os preparativos?
DA – Estamos em uma pré-produção no estúdio que deve ser encerrada na próxima semana, onde levaremos esse material para Parintins. Acredito que nunca tenha sido feito esse tipo de trabalho que é algo bem profissional mesmo. Estamos fazendo ensaios com a Marujada tanto em Manaus quanto em Parintins, baseado no que está sendo feito no estúdio. Faremos um grande trabalho sem dúvida.
 
EM TEMPO – Como você avalia o festival de Parintins atualmente?
DA – São dois bois. As pessoas que assistem ao festival estão vendo. Ou ganha o Garantido ou ganha o Caprichoso, um tem que ser melhor que o outro. Então com relação a esses últimos anos, acho que teve muita coisa que foi injusta no festival. Claro que não vou chorar derrota, até porque não faço isso jamais. Porém, a opinião pública, para mim, é mais importante. A política deveria se afastar um pouco dessa festa que é tão bonita e deve ser mantida.

EM TEMPO – E como anda sua carreira paralela ao boi?
DA – Pretendo gravar um próximo DVD intitulado “David Assayag canta duas nações”, que reunirá toadas dos dois bois. Estamos com esse projeto, buscando patrocinador, pois é um trabalho muito caro. Mas se Deus quiser, após o festival, vamos gravar para presentear no Natal.
 
EM TEMPO – E o que você está preparando para o show de hoje em comemoração ao seu aniversário?
DA – O show será dividido em três partes. No primeiro apresentarei músicas do início da minha carreira voltadas mais para a MPB. Em seguida cantarei toadas dos dois bois com um clima mais acústico e finalizo com muita toada para animar todo o público. E o show só tem hora para começar, mas não tem para terminar.
 
EM TEMPO – Com 25 anos de carreira você já conquistou tudo?
DA – Não, ainda não. Acredito muito na toada! Ainda acho que o Brasil vai conhecer nossa cultura, tenho essa pretensão.

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