Economia

Economistas discutem papel da infraestrutura para superar recessão

Menos da metade do PIL (Plano de Infraestrutura de Logística) do governo, estimado em R$ 198,4 bilhões, são factíveis de implementação até 2018, segundo o economista Gesner Oliveira. Mesmo assim, o impacto desses projetos será profundo para ajudar a economia brasileira a superar a recessão.

Segundo Gesner, dos R$ 198,4 bilhões de projetos elencados no PIL (Programa de Infraestrutura em Logística), R$ 84 bilhões são factíveis de implementação até 2018. O economista participou nesta segunda (16) de debate com Hélcio Tokeshi, ex-secretário de Acompanhamento Econômico, e Paulo Mattos, pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). A série Diálogos é organizada pela Folha de S.Paulo e pelo Cebrap.

Como consequência, as obras de infraestrutura trariam um total de R$ 256,4 bilhões à economia brasileira -equivalente a 2% do PIB, segundo Oliveira. A arrecadação chegaria a R$ 16,7 bilhões, pouco mais da metade do que o o governo espera obter com a CPMF no próximo ano. Também são previstos 5 milhões de novos postos e um total de R$ 43,4 bilhões em massa salarial.

“O outro lado da tragédia da falta de infraestrutura no Brasil é a grande fronteira de expansão de negócios que se abre”, disse Gesner.

Para Helcio Tokeshi, houve um avanço no formato dos contratos de infraestrutura em que o Estado deixa o papel de contratante de uma construção, como aeroporto ou estrada, para o de um serviço à população.

“A lei de PPP embute a visão de que a lógica de contratação é de qualidade de serviço, como fluidez de veículos nas estradas, tempo de espera e conforto de passageiros nos aeroportos. Para isso, temos que desenvolver métricas de mensurarão da prestação de serviços”, disse.

Os seminários, que serão realizados até o final de 2016, têm como objetivo discutir os dilemas econômicos do país do ponto de vista técnico e considerando as influências políticas e sociais que os envolvem.

 

Por Folhapress

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