Economia

Amazonenses estão pessimistas com o futuro da economia

Pesquisa da Fecomércio-AM, mostra que 68,8% da população acreditam que a situação estará pior daqui a seis meses - foto: Janailton Falcão

Pesquisa da Fecomércio-AM, mostra que 68,8% da população acredita que a situação estará pior daqui a seis meses – foto: Janailton Falcão

Os consumidores se mostram céticos com o futuro da economia do Estado. Conforme pesquisa de Intenção de Compra e do Índice de Confiança do Consumidor para o mês de julho de 2016, divulgada nesta terça-feira (19) pela Federação do Comércio do Estado do Amazonas (Fecomércio), 68,8% dos consumidores entrevistados acreditam que a economia amazonense para os próximos seis meses ficará pior do que está atualmente.

A pesquisa mostrou ainda que 39% dos consumidores relataram que a situação financeira familiar atual, quando comparada há seis meses, está pior.

Os dados mostram que 84,5% dos consumidores revelam que conseguir um novo emprego está mais difícil quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Para 95,2% dos consumidores, os preços dos produtos para o próximo mês estarão muito mais altos, quando comparados ao mês atual.

Temor

De acordo com o presidente do Fecomércio do Amazonas, Roberto Tadros, os números revelam que a falta de definição política ainda deixa a população em pane. Tadros também afirmou que há um temor tanto com o capital interno quanto o externo. “Enquanto a definição de governo não acontecer a economia continuará em queda e as pessoas temerosas”, disse.

Tadros salientou que as demissões assombram os trabalhadores e enfraquecendo os setores da indústria, comércio e serviços.

O empresário lembra que o atual governo do presidente interino, Michel Temer, ainda colhe, segundo ele, os frutos de uma administração ruim, porém, aos poucos o otimismo está voltando. “O que tenho acompanhado é que o otimismo com a melhora está em crescimento, mas é crucial que haja uma definição política”, observou o empresário.

Segundo ele, os indicativos mostram que, em 2017, a queda do Produto Interno Bruto (PIB) será menor, além da baixa do dólar ser mais acentuado, o que produzirá o que chama de “meia confiança”.

Ceticismo

O ambulante José Ezequias Pereira, 43, afirma que o cenário não é favorável para investimentos e os negócios estão instáveis. “Trabalho com vendas e vejo que está cada vez mais difícil vender meus produtos e com isso não tenho como investir melhor”, disse o ambulante, ao concordar que a economia pode ficar ainda pior nos próximos seis meses.

Na Pesquisa de Intenção de Compra e do Índice de Confiança do Consumidor é avaliada a situação econômica na cidade de Manaus a partir da percepção individual dos entrevistados e, das impressões sobre a economia local.

Do total de consumidores entrevistados, observou-se que apenas 16,5% relataram que a situação econômica atual, quando comparada a julho de 2015, encontra-se um pouco ou muito melhor, sendo que para 9,2% permanece igual e para 74,3% está um pouco ou muito pior.

Por Asafe Augusto

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