Sem categoria

Durante réplica, promotor pede que júri sentencie Marcelaine como mandante do crime

Marques também solicitou ao júri que tomasse a decisão correta e também propôs as sentenças de Charles MacDonald como mentor - foto: Ione Moreno

Marques também solicitou ao júri que tomasse a decisão correta e também propôs as sentenças de Charles MacDonald como mentor – foto: Ione Moreno

O promotor de justiça Rogério Marques no ‘caso Marcelaine’, pediu que os jurados sentenciassem a socialite Marcelaine Schumann como mandante do crime que vitimou a bacharel em direito, Denise Almeida.  O pedido foi feito durante a réplica, na tarde desta quinta-feira (2), no Fórum Ministro Henoch Reis, Zona Centro-Sul.

Marques também solicitou ao júri que tomasse a decisão correta e também propôs as sentenças de Charles MacDonald como mentor, Rafael ‘Salsicha’ como autor, Karen Arevalo como fornecedora da arma e Edney  Costa como primeiro contato.

Ele voltou a abordar pontos como a arma usada no crime, as circunstâncias com que o fato aconteceu e as versões contadas pelos réus, entre outros.

Para o promotor, o modo empregado na forma de agir no crime por parte de Rafael, que esperou a vítima e atirou contra a sua cabeça, poderia ter levado Denise a morte. “Isso é tentativa de homicídio”, argumentou.

Outro ponto, a arma usada no crime, foi replicada pelo promotor no sentido de desconstruir o argumento da defesa de que a arma não é letal. “A arma usada no crime tem capacidade dupla de parar e matar o adversário. Quando o agente efetuou os disparos em direção à vítima com a visão encoberta por um vidro escuro, ele assumiu o risco de matar”, detalhou o promotor.

Após a réplica do promotor será a vez da defesa se pronunciar novamente. Ainda hoje será data a sentença do caso para os cinco réus envolvidos, entre eles Marcelaine.

Tréplica

Os advogados de defesa dos cinco réus do ‘caso Marcelaine’  usaram diferentes linhas de argumentação  durante a tréplica.

A primeira a discursar foi Maria Ester, advogada de Rafael ‘ Salsicha’, Charles e Edney, indo contra a declaração do promotor do Ministério Público, a Rogério Marques, de que o crime não pode ficar de graça. “Vocês acham que para quem fica um ano e seis meses em uma cadeia, se caracteriza como um crime de graça? Não! Pagaram com a liberdade e tortura,” comentou a advogada.

Voltando às circunstâncias do crime, Maria Ester negou a intenção homicida de Rafael. “Em nenhum momento Rafael teve intenção de  matar Denise. Se por assim fosse, teria a matado, a queima roupa, quando Denise passou em sua frente, antes de entrar carro”, disse.

O advogado de Karen, Fernando Almeida, foi radical em seus argumentos confirmando a culpa de sua cliente. “A Karen é partícipe sim. Ela confessou perante autoridades policiais e o júri, mas a participação dela se deu apenas em fornecer o número de telefone de Itaituba para Rafael. Esta participação é de peso mínimo”, argumentou.

O mais esperado dos advogados de defesa que representa Marcelaine Schumann, Eguinaldo Moura, pediu aos jurados pela absolvição da ré, tendo em vista que nada comprova a intenção de matar por parte da socialite. “A tese da lesão corporal está provada nos autos, mas nada, absolutamente nada, que comprove que Marcelaine ordenou que Denise fosse morta. Marcelaine nunca quis matar Denise. A verdadeira louca e psicopata dessa história é a santa vítima que perturbava Marcelaine”.

Neste momento, os sete jurados  e o Juiz Mauro  Antony, o promotor Rogério Marques  e todos os advogados de defesa se encontram na sala secreta, onde será votada e decida a sentença. Não foi dada previsão de tempo para esta etapa.

Por Joandres Xavier

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir