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Ao chegar para acareação, mãe de bebê jogado no rio Negro mantém acusação ao pai

Pai e mãe de bebê sumido estão frente a frente na DEHS – foto: divulgação

Pai e mãe de bebê sumido estão frente a frente na DEHS – foto: divulgação

Cleudes Maria Batista de Moraes, 22, mãe do bebê Pablo Pietro, manteve na manhã desta quinta-feira (27) a acusação de que o pai da criança, Josias de Oliveira Alves, 30, foi quem jogou o filho nas águas do rio Negro, na noite de 14 de agosto.

A afirmação foi feita no momento em que ela chegou, com mais de uma hora de atraso, para acareação com Josias, na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste. Ela estava acompanhada do advogado Thiago Bezerra Dumont.

Este, aliás, já tinha adiantado, durante entrevistas a uma rádio local, mais cedo, que ela sustentaria a versão. Sobre a os documentos e o celular dela, que não estavam molhados, Thiago disse que tinham ficado dentro de uma bolsa na embarcação, e eu foi Josias quem levou a mulher até próximo da margem.

Já o canoeiro Josias, detido desde o dia 21, após se apresentar na DEHS, está sendo acompanhado pelos advogados Wagner Amancio e Samarone Gomes. A defesa diz que vai sustentar a versão de que foi a mãe e não o pai quem jogou a criança de quatro meses no rio.

A expectativa do titular da especializada, Ivo Martins, é de que as dúvidas que envolvem o caso sejam esclarecidas a partir das informações coletadas hoje.

Segundo Martins, Josias chegou a confirmar, numa conversa informal, ter sido ele quem jogou o filho na água, mediante ameaça da mulher, mas na hora do depoimento oficial voltou atrás. Os advogados de defesa dele dizem que essa possível confissão não tem valor legal e será contestada.

Ainda de acordo com Ivo Martins, a acareação, que começou após às 10h, não tem hora para acabar e deve perdurar por todo o decorrer do dia.

Relembre o caso
Conforme as primeiras declarações da mãe, o fato aconteceu por volta de 21h do dia 14, nas proximidades do porto de São Raimundo, Zona Oeste da cidade.

Ela, que mora em Manacapuru, teria ido ao local buscar dinheiro com o ex-companheiro, Josias. Ele, porém, convenceu-a a entrar em uma canoa com a criança e dizendo que iria buscar em outra embarcação.

Para não pagar a pensão, porém, ele jogou a criança na água, em meio a uma discussão. Ele teria ainda tentando matar Cleudes, que conseguiu se livrar e nadar a até à margem, onde pediu ajuda.

A história, no entanto, tem muitas inconsistências, visto que as roupas dela estariam secas e os documentos não estavam molhados.

Por equipe EM TEMPO Online

 

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