Dia a dia

Dupla é presa por torturar homem em cativeiro

Os suspeitos arrancaram os dedos e os dentes da vítima com um alicate – Manoela Moura

Joel Moraes do Nascimento, 32, e Franciney Braga Lima, 40, foram presos, na manhã desta terça-feira (14), na comunidade Rio Piorini, bairro Colônia Terra Nova, Zona Norte de Manaus. Os suspeitos estão envolvidos no sequestro e tortura de um homem de 23 anos no último dia 5 de fevereiro.

O delegado titular do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Jone Clai Rodrigues, informou que a tortura teria sido motivada pela prisão do traficante José Edival Cavalcante Lima Junior, no dia 3 deste mês.

“Após a Audiência de Custódia, o ‘Junior’ foi liberado e ele chamou vários traficantes da área para se vingar da vítima. Eles chegaram a falar que a vítima seria informante da polícia, o que não é verdade. Pegaram um morador local e resolveram intimidar a comunidade”, explicou.

O delegado ainda relatou que a vítima teve a orelha direita arrancada e os dedos da mão direita amputados com um alicate.

“Eles arrastaram o rapaz primeiro para casa do ‘Júnior’, onde eles tiraram os dedos dele. Depois levaram para o local de cativeiro próximo do igarapé. Passaram o dia torturando ele. A vítima gritava bastante, algum morador escutou, informou a Polícia Militar. Eles foram no local, foi quando os suspeitos fugiram e a vítima estava lá”, detalhou o delegado.

A autoridade policial ainda destacou que ‘Júnior’ segue foragido. Há aproximadamente nove mandados de prisão expedidos para outros envolvidos no crime. Dentre eles, pelo menos dois seriam fugitivos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

Ao ser questionado pela participação na tortura, Franciney negou que tivesse feito algo para a vítima.

“Eu não fiz nada, cheguei lá e ele já estava jogado. Já tinha acontecido”, se defendeu.

A vítima foi torturada e seria enterrada no quintal da casa – Divulgação

Sobre a vítima, o delegado afirmou que ele é da área da construção civil e, atualmente, foi internado novamente por conta de complicações.

“Quando ele foi encontrado, tinha um buraco cavado, ou seja, eles iam matá-lo e tentar esconder o corpo. Por isso, estamos preservando o nome dele e mantendo ele em um esconderijo. Depois vamos vê a questão social para conseguir uma casa para ele e a esposa, já que ele está marcado para morrer”, frisou.

A dupla foi indiciada por sequestro, cárcere privado, tortura e lesão corporal. Eles serão encaminhados para o Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM).

Manoela Moura
EM TEMPO

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