Esportes

Dunga diz que não se deve prejulgar as pessoas sobre caso de corrupção

O técnico da seleção brasileira, Dunga, disse neste sábado (6), em São Paulo, que não se deve prejulgar as pessoas.

Foi a primeira vez que ele falou sobre o caso de corrupção que assola a Fifa e a CBF e causou a prisão do ex-presidente da entidade brasileira José Maria Marin, acusado de receber propina para fechar acordos comerciais.

Marin era o presidente da CBF, em julho passado, quando Dunga reassumiu o cargo de técnico da seleção. Ele passou o cargo para Marco Polo Del Nero, em 16 de abril de 2015, e há indícios de que o novo presidente também tenha recebido suborno, segundo a investigação do Departamento de Justiça dos EUA.

“Todos estamos vendo o que está acontecendo com relação à política. Conversamos com os jogadores, sobre nosso propósito, e deixamos eles muito livres para tomar sua posição. Mas observamos um detalhe: não prejulgar ninguém, porque não gostamos quando somos prejulgados sem ter nada confirmado”, disse Dunga.

Logo à sua frente, nas primeiras cadeiras da sala de imprensa do novo estádio do Palmeiras, palco do amistosos deste domingo (7) contra o México, estava o chefe direto de Dunga, o coordenador de seleções Gilmar Rinaldi, bem próximo a Marco Polo Del Nero, e Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, que assumiu o cargo depois que Del Nero renunciou para assumir a CBF.

“Não podemos mudar nosso foco por causa dessas questões. Temos que ajudar onde podemos, que é dentro de campo, vencendo os jogos e atuando bem na Copa América”, disse o treinador.

Perguntado se, depois de mais de 30 anos dedicados ao futebol, como jogador e treinador, ele imaginou que veria um ex-presidente da CBF preso e um presidente da Fifa (Joseph Blatter) anunciando renúncia também suspeito de corrupção, Dunga disse ser um otimista sempre.

“Nunca penso em coisas negativas, apenas em coisas positivas”, afirmou o treinador.

Por Folhapress

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