Dia a dia

Duas irmãs acusam o próprio pai de cometer abuso sexual, no Tancredo Neves

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) - foto: Diego Janatã

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) – foto: Diego Janatã

Duas irmãs de 12 e 14 anos acusam o próprio pai, um desempregado de 48 anos, de estupro. A mais nova, grávida de 5 meses, não tem certeza se o suspeito é o pai da criança. Ela também mantinha relações sexuais com um namorado adolescente. O caso foi registrado nesta quinta-feira (21) na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Os estupros, segundo a denúncia, ocorriam na casa do pai, na comunidade Portelinha, bairro Tancredo Neves, Zona Leste. As duas adolescentes informaram ao conselho que resolveram contar à mãe sobre os abusos, que iniciaram em janeiro deste ano. A mãe das vítimas reside na comunidade Ebenezer, Marina do Davi, zona rural de Manaus.

“Os pais delas tinham seis filhos e são separados. Na Justiça o pai tinha a guarda de todos, mas devolveu à mãe, em janeiro, os quatro meninos e continuou com as duas filhas. A menina de 12 anos disse que manteve uma única relação com o pai e dias depois com o namorado, e que realmente não sabe quem é o pai do filho que ela espera. Soubemos que eles (pais) tinham um relacionamento conflituoso, de agressões”, explicou o conselheiro da Zona Leste, Wildo Almeida.

Almeida disse, também, que a partir dos procedimentos na Depca, as duas vítimas foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de corpo de delito e conjunção carnal. O pai delas se prontificou na especializada a realizar o exame de DNA para provar que ele não é o pai da criança que a vítima espera. Um investigador da Depca informou que o suspeito nega ter cometido abuso sexual contra as filhas. “Ele foi bastante firme e disse que nunca manteve relações com as filhas. Ele se prontificou a fazer os exames para comprovar sua inocência. Por enquanto, não há nada que comprove os crimes que ele é acusado”, disse.

As vítimas serão levadas hoje ao Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (SAVVIS) para acompanhamento. A polícia instaurou um inquérito para investigar os crimes de abuso sexual.

Por Thaís Gama

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