País

Doria é alvo de ato contra privatização e tem muro de sua casa pichado

                            O muro da casa do prefeito foi pichado com a inscrição “SP não está à venda” – Divulgação

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi alvo de protesto na manhã deste sábado (15), contra os projetos de privatização de equipamentos municipais e teve o muro de sua casa pichado.

Cerca de 200 manifestantes do grupo “Levante Popular da Juventude” chegaram à residência de Doria no Jardim Europa, na zona oeste, por volta das 9h30, com cartazes, bandeiras do Brasil e do Movimento Sem-Terra, máscaras do prefeito e tambores. O muro da casa do prefeito foi pichado com a inscrição “SP não está à venda”.

O protesto foi marcado por gritos de ordem contra os projetos de desestatização que são uma bandeira da gestão Doria. A dada altura, os manifestantes simularam um leilão de locais como o estádio do Pacaembu e o parque do Ibirapuera, contemplados nos planos do prefeito.

Um rapaz foi detido suspeito de ter feito a pichação no muro da casa, e houve empurra-empurra entre manifestantes e guardas civis metropolitanos que faziam a segurança do local. Os guardas afirmaram que a pichação foi filmada pelo circuito de câmeras da casa do prefeito e que, dessa forma, o autor da ação foi localizado e detido.

“O que fazemos aqui é uma forma popular de protesto e indignação, que busca canalizar a voz de forma coletiva e organizada às milhões e pessoas prejudicadas em São Paulo pelas políticas que cortam Passe Livre dos estudantes, que cortam programas culturais da população periférica, que derrubam imóvel com pessoas dentro na região da Luz”, dizia panfleto distribuído pelos manifestantes.

Natali Santiago, porta-voz do movimento, afirmou que o protesto tinha caráter de denúncia do processo de privatização de equipamentos públicos e até “do fim da vida” -referência ao plano de concessão de cemitérios de São Paulo.”Ele não dialoga com a população. Quando ele aparece é fantasiado, numa ação de marketing”, disse Santiago.

O movimento foi acompanhado por cerca de 50 policiais militares e civis. Doria, em entrevista coletiva em frente ao muro pichado, associou a manifestação a “partidos esquerdistas” e ao MTST. Ele afirmou que protestos não impedirão os planos de privatização.

Segundo o prefeito, os manifestantes teriam ameaçado agredir os seus seguranças. Questionado sobre o assunto, o prefeito disse que houve gritos e ameaças de invasão e pichação.”Residência não é lugar de manifestação. Os que desejarem, façam em frente à prefeitura”, disse o prefeito.

Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Subir