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Donald Trump acusa Hillary de ser cúmplice de traições de Bill Clinton

Donald Trump, pré-candidato republicano à Casa Branca, deu neste fim de semana mais uma de suas declarações polêmicas. Desta vez, ele acusou a rival democrata Hillary Clinton de ter sido cúmplice das traições do marido, o ex-presidente Bill Clinton.

O episódio dá um indício de como o empresário pretende reagir aos ataques democratas sobre o tratamento que ele dá às mulheres.

As acusações contra Hillary “fazem parte do jogo” a partir do momento em que o casal Clinton aparece junto na campanha, afirmou o magnata em entrevista divulgada neste domingo (8) pela rede “ABC”.

“Ela é casada com um homem que foi o pior agressor de mulheres da história da política. É casada com um homem que fez muitas mulheres sofrerem”, disse o magnata no sábado (7) no estado de Washington.

“Hillary foi cúmplice e tratou essas mulheres de forma horrível. Lembrem disso”, acrescentou o candidato. “E algumas dessas mulheres ficaram devastadas, não por ele, mas pelo modo como Hillary Clinton as tratou após tudo vir à tona”, acrescentou.

Os novos ataques evidenciam a estratégia de Donald Trump para tentar recuperar o eleitorado feminino, desconfiado após diversas declarações misóginas do empresário. A ideia é colocar Bill e Hillary Clinton no mesmo saco e sugerir que ela é insensível ao sofrimento das mulheres.

A pré-candidata democrata disse neste domingo que muitos republicanos que se distanciam de Trump manifestaram adesão a ela.

“Evidentemente, estendo a mão a democratas, a republicanos, a independentes, a todos os eleitores que querem um candidato que realize uma campanha centrada nos problemas”, disse Hillary à “CBS”.

“Peço às pessoas que se somem a essa campanha e recebi, nos últimos dias, muitos pedidos de republicanos que estão interessados em falar”, acrescentou Hillary, de 69 anos, sem entrar nos destalhes destes contatos.

Desde a vitória de Trump na terça-feira em Indiana e o abandono de seus rivais da disputa, um número crescente de líderes republicanos aderiu ao movimento “Qualquer um menos Trump”. Entre eles estão o candidato presidencial do partido em 2012, Mitt Romney, e os dois últimos presidentes republicanos, George W. Bush e seu pai, George H.W. Bush.

Por Folhapress

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