Dia a dia

Doméstica condena atitude de irmão morto por PM após tentativa de roubo

Conforme os familiares, Anderson era usuário de drogas desde os 14 anos e já tinha sido apreendido em 2016 por envolvimento em um assalto – Divulgação

“Não faltava nada para ele em casa. Tudo que ele queria, tinha. Não passava necessidade e sempre tinha o que comer. Ele não tinha necessidade de fazer isso”, lamentou a doméstica Patrícia Pinheiro, 35, irmã do adolescente Anderson Malcher de Souza, o “Colher”, 17, que morreu na madrugada desta sexta-feira (10), após ser baleado por um policial militar, enquanto tentava praticar um assalto ao dono de uma quitinete.

O fato ocorreu na noite de quinta-feira (9), na rua Santa Mônica, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte.

Segundo a polícia, Anderson e os comparsas Denilson Pereira de Souza, 18, Paulo Sérgio Bindá dos Santos, 15, e Marcos, o “Lorinho”, foram baleados na tentativa de assalto. A quadrilha foi levada ao pronto-socorro Delphina Aziz, onde Denilson e Paulo morreram alguns minutos depois e “Loirinho” segue internado em estado grave.

Conforme os familiares de Anderson, o suspeito era usuário de drogas desde os 14 anos e já tinha sido apreendido, ano passado, por envolvimento em um assalto. “Nós não temos nem como pedir justiça, porque não sabemos bem o que aconteceu, só o que contaram para nossa família quando ligaram de madrugada falando que meu irmão estava morto. Ele não só foi baleado, como os moradores ainda o agrediram, arrancaram os dentes dele e ele tinha marca de terçadadas na cabeça”, informou a doméstica.

O pai de Anderson, o pintor Luiz Amorim, 59, afirmou que não sabia que o filho estava envolvido em uma tentativa de assalto quando foi baleado. “Ele saía de casa pela manhã e, às vezes, voltava no outro dia ou passava dias fora de casa. Muitas vezes ele demorava muito e saíamos para procurar por ele. Foram as más companhias que fizeram ele se envolver nisso, além do vício também”, disse Amorim.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS) como legítima defesa, uma vez que o policial militar evitava um assalto. “Loirinho” foi transferido para o HPS João Lucio, onde segue internado em estado gravíssimo.

Ana Sena
EM TEMPO

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