Economia

Dólar ronda a estabilidade de olho em juros nos EUA e política brasileira

Os atentados ocorridos em Paris na semana passada exerceram pouco impacto sobre os mercados nesta segunda-feira (16), apesar de terem gerado certa aversão ao risco entre os investidores na abertura das negociações nesta sessão. O dólar ronda a estabilidade e se mantém perto da casa de R$ 3,83, enquanto o principal índice da Bolsa brasileira segue o exterior e opera em alta.

Internamente as atenções continuam voltadas ao cenário político. A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda, após participar de encontro do G-20 na Turquia, que o ministro Joaquim Levy permanecerá à frente da Fazenda. Rumores sobre a possível saída do ministro influenciaram as cotações especialmente dos mercados de câmbio e juros na semana passada.

Lá fora, o mercado aguarda a divulgação nesta semana da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos), realizada em 27 e 28 de outubro. A expectativa é que o documento confirme as apostas de elevação dos juros naquele país em dezembro deste ano.

A expectativa é que a alta dos juros provoque uma fuga de recursos aplicados em países emergentes para os Estados Unidos, encarecendo o dólar. Isso porque a mudança deixaria os títulos do Tesouro americano, cuja remuneração reflete a taxa, mais atraentes que aplicações em emergentes, considerados de maior risco. Os juros futuros nos EUA mostram chance de 64% de aumento da taxa de juros americana em dezembro.

Às 13h10 (de Brasília), o dólar à vista, referência no mercado financeiro, cedia 0,19%, para R$ 3,824 na venda. Já o dólar comercial, utilizado em transações de comércio exterior, recuava 0,20%, para R$ 3,826. Entre as 24 principais moedas emergentes do mundo, o dólar subia sobre 13.

O Banco Central deu continuidade nesta segunda aos seus leilões diários de swaps cambiais para estender os vencimentos de contratos que estão previstos para o mês que vem. A operação, que equivale a uma venda futura de dólares, movimentou US$ 586 milhões.

No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos acompanhavam a leve desvalorização do dólar e operavam majoritariamente em baixa na BM&FBovespa. O contrato de janeiro de 2016 cedia de 14,225% a 14,220%. Já o DI para janeiro de 2021 apontava taxa de 15,550%, ante 15,610% na sessão anterior.

Ações em alta

O Ibovespa acompanhava a valorização em torno de 0,2% das Bolsas nos EUA e operava no azul nesta segunda. Às 13h10, a alta do índice era de 0,29%, para 46.651 pontos. O volume financeiro girava em torno de R$ 1,5 bilhão -a cifra era estimulada pelo exercício de opções sobre ações (quando vencem contratos que apostam no preço futuro de ativos).

O ganho das ações preferenciais, mais negociadas e sem direito a voto, de Petrobras e Itaú ajudava a sustentar o avanço do Ibovespa no dia. Esses papéis subiam 3,30% e 1,44%, respectivamente, para R$ 7,51 e R$ 28,03. Já as ações ordinárias da Petrobras, com direito a voto, tinham alta de 4,44%, a R$ 9,17.

Em sentido oposto, a Vale via sua ação preferencial perder 1,48%, para R$ 12,57, enquanto a ordinária mostrava desvalorização de 1,62%, a R$ 15,12. A empresa segue sendo afetada negativamente pelo rompimento de barragens da mineradora Samarco, joint venture da Vale com a australiana BHP, e seus impactos. A tragédia paralisou a unidade da empresa em Mariana (MG), além de ter deixado mortos e desaparecidos.

Já as ações da Cetip registravam valorização de 1,47%, para R$ 38,76 cada uma. A empresa recebeu na sexta-feira uma proposta em torno de R$ 10 bilhões da BM&FBovespa, que pretende comprar a maior central depositária de títulos da América Latina.

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