Economia

Dólar reduz alta e Bolsa sobe com EUA e saída do PMDB do governo

O dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 3,6579, enquanto o dólar comercial ganhou 0,33%, a R$ 3,6390 - foto: divulgação

O dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 3,6579, enquanto o dólar comercial ganhou 0,33%, a R$ 3,6390 – foto: divulgação

O discurso de Janet Yellen, presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), de que é preciso cautela para subir os juros norte-americanos animou os mercados e impulsionou os índices acionários nesta terça-feira (29). O dólar, que chegou a subir mais de 1% ante o real pela manhã por causa do leilão de swap cambial reverso promovido pelo Banco Central, reduziu a alta após as declarações de Yellen.

No cenário doméstico, os investidores seguem de olho nos desdobramentos políticos, mas operadores destacam que o desembarque do PMDB da base do governo, oficializado nesta tarde, já estava em boa parte “precificado” desde segunda-feira (28). Ainda assim, o índice chegou a subir mais de 1,5% no momento da reunião do PMDB, perdendo fôlego em seguida.

O dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 3,6579, enquanto o dólar comercial ganhou 0,33%, a R$ 3,6390.

Foram aceitos 19.520 dos 20.000 contratos propostos no leilão de swap cambial reverso desta terça-feira, no montante de US$ 963,5 milhões. A operação equivale à compra futura de dólares. Ao mesmo tempo, não houve nesta sessão rolagem de swap cambial tradicional, que equivale à venda futura da moeda americana. “Desta forma, restam US$ 3,44 bilhões a rolar do total de contratos que vencem em 1º de abril, que somam US$ 10,1 bilhões”, destaca a equipe de análise da Guide Investimentos.

“O patamar do dólar por volta de R$ 3,60 parece ser ‘confortável’ para o BC, ainda que este defenda o câmbio flutuante”, acrescenta a Guide, em relatório. “Assim, mostra-se propenso a reduzir o estoque de swap cambial de forma gradual.”

Para os analistas da Lerosa Investimentos, apesar do otimismo de investidores com o enfraquecimento do governo, a interrupção das rolagens de swap cambial fizeram efeito em um dia negativo para mercados emergentes, prejudicados pela desvalorização das commodities.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 fechou em queda de 13,740% para 13,725%, enquanto o DI para janeiro de 2021 recuou de 13,710% para 13,500%.

O CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote e indicador da percepção de risco do país, recuava 4,00%, aos 371,120 pontos.

Por Folhapress

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