Economia

Dólar cai pelo terceiro dia com expectativa de nova alta dos juros

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Dólar à vista fechou o dia em queda de 0,35%, cotado em R$ 3,047 na venda. Já o dólar comercial cedeu 0,68%, para R$ 3,026 – foto: Ione Moreno

O dólar voltou a fechar em queda em relação ao real nesta quinta-feira (7), a terceira baixa consecutiva, influenciado pela ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil).

O documento, divulgado pela manhã desta quinta (7), sinalizou que o ciclo de aumento dos juros não terminou na semana passada, quando a instituição elevou a taxa básica Selic de 12,75% para 13,25% ao ano.

Uma taxa maior tende a trazer mais investidores estrangeiros ao país, em busca de retornos mais significativos. E, com mais dólar no mercado interno, a cotação da moeda americana tende a cair.

O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia em queda de 0,35%, cotado em R$ 3,047 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, cedeu 0,68%, para R$ 3,026.

Também colaborou para reduzir a pressão no câmbio o avanço nas discussões sobre o ajuste fiscal no Congresso. Na véspera, foi aprovado na Câmara o texto-base da MP que altera as regras de concessão de benefícios trabalhistas e ajuda o Executivo a equilibrar suas contas públicas.

A moeda americana chegou a registrar alta ao longo do dia, repercutindo a divulgação do número menor que o esperado de novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. O dado reforçou a percepção de resiliência do mercado de trabalho americano, apesar do crescimento fraco.

Relatório de governo

Investidores têm buscado sinais sobre quando o Federal Reserve (BC americano) começará a elevar os juros naquele país e aguardam a divulgação do relatório de emprego do governo dos EUA, na sexta-feira (8).

Uma alta deixaria os títulos do Tesouro dos EUA -que são remunerados por essa taxa e considerados de baixíssimo risco- mais atraentes do que aplicações em mercados emergentes, provocando uma saída de recursos dessas economias.

A menor oferta de dólares tenderia a pressionar a cotação da moeda americana para cima.

A atuação do Banco Central do Brasil no câmbio seguiu no radar dos investidores. Nesta quinta (7), a autoridade monetária rolou para 2016 os vencimentos de 8,1 mil contratos que estavam previstos para o início de junho, em um leilão que movimentou US$ 394,3 milhões.

A operação é equivalente à venda futura de dólares.

Se mantiver esse ritmo até o final de maio, o BC rolará apenas 80% do lote total de contratos de swap com vencimento no início do próximo mês, que corresponde a US$ 9,656 bilhões.

Por Folhapress

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