Economia

Dólar cai e juros de curto prazo sobem após ata do Copom; Bolsa avança

O dólar à vista perdia há pouco 0,31%, a R$ 3,277, enquanto o dólar comercial recuava 0,45%, a R$ 3,278, apesar de mais uma ação do BC no câmbio - foto: divulgação

O dólar à vista perdia há pouco 0,31%, a R$ 3,277, enquanto o dólar comercial recuava 0,45%, a R$ 3,278, apesar de mais uma ação do BC no câmbio – foto: divulgação

Os mercados globais operam sem direção definida, com as Bolsas reagindo a resultados corporativos mistos e à queda do petróleo nesta terça-feira (26).

Os investidores aguardam ainda as reuniões de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), nesta quarta-feira (27), e do BC do Japão, nesta sexta-feira (29). O dólar tem comportamento misto frente às principais moedas.

No Brasil, a moeda americana recua, e os juros futuros de curto prazo avançam, após a divulgação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central ter reiterado que ainda não há espaço para corte da taxa básica de juros (Selic). A Bolsa sobe, impulsionada principalmente pelos papéis da Vale.

Câmbio e juros

O dólar à vista perdia há pouco 0,31%, a R$ 3,277, enquanto o dólar comercial recuava 0,45%, a R$ 3,278, apesar de mais uma ação do BC no câmbio.

A autoridade monetária leiloou mais 10.000 contratos de swap cambial reverso (equivalente à compra futura de dólares), no montante de US$ 500 milhões. Desta forma, o BC reduziu seu estoque de swap cambial tradicional (correspondente à venda futura da moeda americana) para US$ 54,135 bilhões.

Segundo analistas, a ata do Copom, indicando que a Selic deverá permanecer no atual patamar por mais tempo, pressiona o dólar para baixo.

O documento, divulgado na manhã desta terça, apontou sinais de melhora na economia, mas afirma que a inflação tem recuado a uma velocidade “aquém da almejada”, ao listar os fatores que levaram a instituição a manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada.

No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 subia de 13,940% para 13,980%; o contrato de DI para janeiro de 2018 avançava de 12,820% para 12,870%; e o DI para janeiro de 2021 recuava de 12,110% para 12,030%.

Boa parte dos economistas aguarda um corte da Selic a partir de outubro, mas alguns deles já começam a avaliar que isso pode ocorrer somente em 2017.

“Caso as medidas fiscais demorem, a percepção dos agentes dos mercados é de que quedas de juros ficarão para o próximo ano”, escreve Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais.

Analistas ressaltam ainda que ruídos em torno do ajuste fiscal já começam a incomodar o mercado. “Ainda paira entre os agentes o sentimento de que falta mais contundência do governo na defesa do ajuste fiscal, exigindo mais ação e menos retórica”, afirma a equipe de análise da Lerosa Investimentos, em relatório.

O CDS (credit default swap) brasileiro de cinco anos, espécie de seguro contra calote e indicador de percepção de risco, subia 1,13%, aos 295,007 pontos.

Bolsa

O Ibovespa subia há pouco 0,45%, aos 57.127 pontos. O índice é impulsionado pelos papéis da Vale, que subiam 3,78%, a R$ 14,52 (PNA), e 4,36%, a R$ 18,18 (ON). As ações da mineradora são beneficiadas pela alta do minério de ferro na China.

As ações PN da Petrobras perdiam 0,08%, a R$ 12,02, e as ON ganhavam 0,07%, a R$ 13,77 (ON), influenciadas pela queda do petróleo no mercado internacional.

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN ganhava 0,11%; Bradesco PN, -0,24%; Banco do Brasil ON, +1,36%; Santander unit, +1,45%; e BM&FBovespa ON, -0,26%.

Exterior

Na Bolsa de Nova York, o índice S&P 500 perdia 0,22%; o Dow Jones, -0,41%; e o Nasdaq, -0,03%, reagindo a resultados corporativos e à queda do petróleo.

Os investidores também operam com cautela, à espera do resultado da reunião do Fed, nesta quarta-feira, que pode indicar se haverá um ou mais aumentos das taxas de juros ainda neste ano ou só a partir de 2017,

Na Europa, a maior parte das Bolsas subia: Londres (+0,35%); Paris, +0,25%; Frankfurt, +0,55%; Madri, -0,05%; e Milão, +0,21%.

Na Ásia, as Bolsas chinesas terminaram o pregão em alta, mas no Japão o índice Nikkei caiu 1,43%, com a cautela em relação à reunião do banco central do Japão, nas sextas-feira, que pode anunciar novos estímulos monetários. O iene teve forte valorização ante o dólar.

Por Folhapress

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