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Dólar alto faz amazonenses pensarem em países latinos

Países da América Central, como Barbados, passam a ser bem cotados pelos viajantes que buscam destinos internacionais, onde não se consome com a moeda norte-americana, e com isso conseguem se divertir e economizar  - foto: divulgação

Países da América Central, como Barbados, passam a ser bem cotados pelos viajantes que buscam destinos internacionais, onde não se consome com a moeda norte-americana, e com isso conseguem se divertir e economizar – foto: divulgação

Com o dólar ainda acima dos R$ 3, amazonenses começam a pensar em país das Américas Central e do Sul para viagens de destino internacional para as férias de meio do ano, Semana da Pátria e fim de ano. A moeda norte-americana, que chegou a oscilar na casa dos R$ 4, fechou a semana com recuo na órbita dos R$ 3,40, o que os viajantes ainda consideram muito caro para empreender viagens em destinos como Miami e Orlando, nos Estados Unidos da América.

O empresário Rodrigo Bezerra, 29, que já fez viagens internacionais com a família para Miami, por exemplo, é um dos amazonenses que começam a olhar com mais interesse para países da América Central, como Barbados ou Curaçao, onde, segundo ele, não se gasta em dólar. “Dá vontade de voltar a fazer viagens internacionais, até porque há outros destinos em que não necessariamente se usa o dólar”, observa.

Ele observa que, caso escolha os EUA, algumas companhias têm feito promoções interessantes de passagens para fazer frente à queda do volume de passageiros. “Alguns meses atrás, encontrei passagem Manaus/Miami por R$ 800 ida e volta, justamente para compensar o gasto lá. Penso que é interessante, mas ainda é preciso esperar mais um pouco até o dólar cair mais. A América Central, em países onde não se usa o dólar, é uma boa pedida, ou até mesmo na América do Sul”, avalia.

Mesmo com as incertezas sobre o dólar, pelo menos a procura dos amazonenses por pacotes de destinos internacionais cresceu em até 70%. Mas, a 20 dias das férias de julho, o movimento já é de olho no feriado da Semana da Pátria e nas festas de fim de ano. Mas, apesar do expressivo volume de procura, a insegurança política e econômica do país não permitiu ainda que nem 10% desse percentual fechasse a compra dos pacotes, segundo a empresária do segmento de viagens Rosângela Moita.

Segundo ela, na sua agência, a Premier Viagens e Turismo, a procura por destinos internacionais cresceu de maneira expressiva nos últimos dois meses, mas as compras não são confirmadas. “Tenho sentido que as pessoas têm procurado muito, mas a maioria segue insegura em fechar a compra dos pacotes”, diz Rosângela. Ela observou que os destinos mais procurados na sua agência são os de praia como o Caribe, Cancún, Punta Cana, Curaçao e depois vem Miami e Orlando.

Para a empresária, esse movimento é um leve sinal de que o segmento poderá ter uma recuperação no volume de vendas de pacotes internacionais de 20% no segundo semestre do ano, em relação ao primeiro, quando as perdas foram de, aproximadamente, 40%, segundo ela. “Nós esperávamos que o dólar baixasse a pelo menos R$ 3,10, mas com a situação política ainda indefinida isso ainda não foi possível. A R$ 3,40 o dólar comercial, o dólar turismo sempre é R$ 0,10 mais caro e isso ainda pesa muito na decisão do comprador”, avalia.

Rosângela disse que quem tem o costume de viajar para o exterior mantém o ritmo. Ocorre que, segundo ela, já não é o mesmo volume de 2014, quando ela vendia de dez a 20 pacotes por semana, e agora vende apenas de 5 a dez por mês. Outra mudança foi na quantidade média de dinheiro que os amazonenses levam para viagens de compras como, por exemplo, para Miami, que era de R$ 10 mil e agora é de R$ 5 mil.

Por Emerson Quaresma

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