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Dois PMs são detidos sob suspeita de mentir sobre morte de travesti em SP

Dois policiais militares foram detidos sob suspeita de fraude processual e falso testemunho após a morte de uma travesti de 18 anos no último final de semana, na região de Itaquera, Zona Leste de São Paulo.

David Laurentino Araújo, conhecido como Laura Vermont, morreu na madrugada do último sábado (20) após se envolver em um tumulto.

Segundo o delegado Michael Augusto Toricelli, ela foi atingida por um tiro no braço e apresentava outros ferimentos, mas o laudo para identificar a causa da morte ainda não foi concluído.

Os policiais militares, que não tiveram os nomes informados, foram acionados por conta de uma briga envolvendo Laura e uma outra travesti, na avenida Nordestina. Enquanto os PMs controlavam a confusão, Laura teria entrado no carro da corporação e batido em um muro em seguida.

Inicialmente, os PMs disseram que ela bateu a cabeça em uma placa após o acidente e caiu, morrendo após ser socorrida. Posteriormente, no entanto, a polícia constatou que Laura tinha uma marca de tiro no braço, que teria sido disparado por um dos PMs.

Com isso, os dois mudaram a versão inicial e disseram que Laura reagiu a prisão após bater o carro da corporação no muro. Segundo a Polícia Civil, eles afirmaram que ela continuou a agredi-los mesmo após o uso do gás de pimenta, e, por isso, houve o disparo.

O delegado Toricelli disse que uma testemunha também teria sido usada pelos policiais para confirmar a mentira inicial.

Câmeras de segurança foram solicitadas e a travesti que se envolveu na briga já foi identificada. Segundo o delegado, ela teria sido ferida por Laura, com um estilete. A polícia também apura se outras pessoas que estavam no local participaram da agressão a Laura.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) não informou os nomes dos dois policiais, e disse que “a conduta dos PMs também está sob investigação da Corregedoria da corporação”. Também não foi informado se eles já têm advogados.

Por Folhapress

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