Dia a dia

Doenças crônicas têm maior incidência em idosos, aponta IBGE

 

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As ações preventivas e de recuperação devem ser o foco com a saúde da população da terceira idade – foto: Ione Moreno

Três em cada quatro idosos têm alguma doença crônica, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O detalhe é que boa parte dessas enfermidades, apesar de tratáveis, são incuráveis, destaca o médico do pronto-socorro (PS) do hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, André Scariot. Ações preventivas e de recuperação que preservem a autonomia da pessoa idosa devem estar no foco dos cuidados com a saúde da população da terceira idade.

As dez doenças que mais acometem o brasileiro, segundo o último senso populacional, são: infarto agudo do miocárdio (11,8%), acidente vascular cerebral (9,9%), diabetes melitus (5,9%), doenças pulmonares obstrutivas crônicas (5,6%), doenças demenciais (4,2%), perda de audição (3,3%), insuficiência cardíaca devido à hipertensão (3,3%), pneumonia (2,7%), artroses (2,6%) e catarata (2,2%).

O médico destaca que as patologias que mais levam os idosos à morte podem ser divididas em cinco grandes grupos: doenças cardiovasculares (42,3%) – que compõem infarto, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral e sequelas, todas com proporções parecidas –, seguidas das neoplásicas (17,2%); das respiratórias (15,4%), que são as pneumonias e doenças pulmonares obstrutivas crônicas (DPOCs); das doenças do sistema nervoso (9,4%), como demências; e as causas externas (5,6%) – principalmente quedas e acidentes domésticos.

Prevenção

“A maioria das doenças mencionadas pode ser prevenida e/ou adiada com um estilo de vida saudável e tratamentos adequados, mas geralmente não é possível evitar completamente a doença, principalmente, devido a componentes genéticos e metabólicos. Uma vez que a pessoa desenvolva alguma delas, isto irá acompanhá-la até o fim da vida. Nesse contexto, é importante privilegiar ações preventivas, de tratamento e recuperação que preservem a autonomia da pessoa idosa, ou seja, que permitam à pessoa continuar desempenhando suas atividades sem depender da ajuda dos outros”, destaca Scariot.

De maneira geral, todas as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão, diabetes mellitus e hiperlipidemias, estão relacionadas aos hábitos adquiridos ao longo da vida. Por isso, é preciso lembrar que mesmo na correria do dia a dia, deve-se comer de forma adequada, evitar alimentos industrializados, bem como o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas em excesso. Além disso, o ideal é praticar regularmente exercícios físicos. O hábito aumenta os fatores que proporcionam melhor qualidade de vida e reduzem as chances do surgimento de doenças.

“A condição de nutrição é um aspecto importante na terceira idade, visto que os idosos apresentam condições peculiares que comprometem seu estado nutricional. Alguns desses condicionantes ocorrem devido às alterações fisiológicas do próprio envelhecimento, enquanto que outros são acarretados pelas enfermidades presentes e pelas práticas ao longo da vida, como o fumo, dieta inadequada e a inatividade física, além da situação socioeconômica”, ressalta o médico.

A manutenção de um estado nutricional adequado é muito importante, pois de um lado encontra-se o baixo peso, que aumenta o risco de infecções e mortalidade, e do outro o sobrepeso, que aumenta o risco das DCNT.

Outras doenças que acometem os idosos, tais como as causas externas, dependem de que os idosos sejam acompanhados continuamente por seus cuidadores e da adequação dos ambientes para que aqueles com dificuldades de locomoção, equilíbrio, entre outros, a fim de que seja minimizado o risco de acidentes.

Tratamento

Esses pacientes requerem cuidados especiais e acompanhamento médico constante, principalmente devido à necessidade de suporte medicamentoso e nutricional adequado e/ou presença de muitos dispositivos invasivos que podem estar em uso, como, por exemplo, sondas para alimentação ou para urinar.

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