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Discussão sobre violência contra homossexuais divide opiniões na CMM

 

O principal objetivo da audiência é discutir a intolerância e a falta de respeito com o ser humano. foto: Tiago Correa

O principal objetivo da audiência é discutir a intolerância e a falta de respeito com o ser humano. foto: Tiago Correa

A idéia de discutir no Plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) meios que possibilitem redução nos casos de violência contra os homossexuais em Manaus deixou um clima bastante pesado na casa, durante a manhã desta quarta-feira (17), após a vereadora Jacqueline Pinheiro (sem partido) apresentar requerimento solicitando uma audiência pública para trata do tema amanhã.

A proposta não foi bem aceita por membros da bancada evangélica, devido à grande repercussão do caso envolvendo a travesti Viviany Beloboni, que encenou a crucificação de Jesus Cristo na parada Gay de São Paulo como uma forma de protesto contra “a crucificação diária vivida pelos homossexuais em todo o Brasil”, segundo explicações divulgadas na imprensa nacional.

Conforme a vereadora Jaqueline, nos dois primeiros meses de 2015, a mídia local veiculou uma serie de assassinatos envolvendo homossexuais, o que motivou a criação da proposta.

Ainda conforme a parlamentar, o principal objetivo da audiência é discutir a intolerância e a falta de respeito com o ser humano, e não levantar bandeira para qualquer de luta de grupo de homossexuais.

“Temos um índice muito alto de violência contra homossexuais, isso devido à intolerância, então essa audiência é em favor da vida, do respeito com o próximo”, disse a vereadora.

Dados de uma entidade da Bahia que atua na defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBTTT), apontam que o número de morte de homossexuais no país em 2014 foi de 326 pessoas.

O vereador Luiz Mitoso (PSD), da bancada evangélica, pediu vista para a proposta de audiência. De acordo com os assessores do vereador, ele não vai participar da audiência, devido a outro compromisso na agenda.

O tema da violência contra os homossexuais vai ser apresentado nesta quinta-feira (18), às 14h, no plenário da CMM. Para o vereador Marcel Alexandre (PMDB), também da bancada evangélica, que votou favorável à audiência pública, a discussão é bastante valida, mas ele também não vai poder participar da discussão, por estar em outra comissão, no mesmo horário.

“A agressão, qualquer que seja, e por qualquer pessoa ou segmento, não deve ser apoiada, devemos lutar pelos direitos dos seres humanos”, afirmou Marcel.

A vereadora pastora Luciana (PP), que semana protocolou na CMM o projeto lei N° 177/2015, conhecido como ‘Cristofobia’, parabenizou a colega Jaqueline, e disse que estará presente à audiência.

“Quando se trata de violência, não devemos estar coniventes com esse tipo de postura. Temos que lutar para acabar com esse tipo de falta de respeito com o ser humano”, comentou Luciana.

Pastora Luciana levantou bastante discussão quando apresentou o projeto propondo que “atitudes discriminatórias contra a religião cristã” sejam punidas na capital amazonense.

Por Henderson Martins (especial EM TEMPO Online)

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