Política

Diretório do PT no Amazonas sai em defesa de Lula

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O diretório do partido no Amazonas, saiu em defesa do ex-presidente Lula – foto: reprodução

O Diretório estadual do PT no Amazonas repudiou, ontem, o pedido de prisão ingressado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra o ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva. O partido político está organizando uma manifestação de apoio ao ex-presidente, em Manaus, no próximo dia 18.

Para o presidente estadual do PT no Amazonas, Valdemir Santana, a ação é uma demonstração clara da perseguição que vem sofrendo o partido político nacionalmente. “É uma perseguição total, só quem é cego não enxerga. Nem a oposição aceita isso. Nem o (ministro) Gilmar Mendes, que é visivelmente contra nós, aceita isso. Nem na época das cruzadas, onde tacavam fogo nas pessoas que eram contra a Igreja Católica, as pessoas eram presas assim. Tinham ao menos o direito de se defender”, disse.

Segundo ele, “o Ministério Público pode pedir o que quiser, se a Justiça determinará é outra coisa”. “O presidente Lula já encaminhou todas as declarações que eles (MP) queriam, mas nada é o suficiente. Só achamos um absurdo o que está sendo feito. Tudo que é relacionado ao Lula ou ao PT mandam prender na hora”, disse Santana.

Para o deputado estadual José Ricardo (PT) não há justificativas para um pedido de prisão do ex-presidente Lula. “Ele já prestou informações, deu documentos, mas parece que o MP, esse promotor em particular, tem uma ficção contra o Lula e o PT. Todos estão vendo que não tem lógico disso”, disse.

José Ricardo afirmou que acredita que o pedido de prisão do ex-presidente é mais uma tentativa de enfraquecer o partido político em todo o país. “Há uma clara tentativa de enfraquecer o PT, o líder maior que é o Lula e sua história. Até os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) já falaram que a medida de condução coercitiva era inconstitucional. Estão querendo atingir o Lula. O que nós temos é que nos últimos anos tivemos grandes avanços sociais no país e os grupos políticos que perderam a eleição não concordam com isso. Sabem que ele vem forte nas eleições, em 2018, então a ideia é bombardeá-lo”, disse.

Da redação

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