Dia a dia

Diretoria do Sindicato dos Rodoviários é acusada de perseguição, agressões e demissão sem justa causa

Os sindicalistas resolveram parar as atividades alegando que seria em retaliação ao não acordo em relação ao dissídio coletivo, cuja data base é dia 1º de maio - foto: divulgação

Uma das reclamações diz respeito à lentidão da Justiça do Trabalho em dar prosseguimento à ações movidas contra o STTRM. – foto: divulgação

Um dia antes do início de mais uma paralisação que deverá prejudicar mais de 500 mil pessoas – conforme estatísticas do Sinetram – o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) é alvo de novas denúncias. Dessa vez, um grupo de ex-funcionários das empresas Global Green, Rondônia Transportes e Integração alegam que qualquer opositor da atual diretoria tem sua demissão articulada junto às empresas. Os sindicalistas também são acusados de agredir os opositores em algumas oportunidades. Outra reclamação do grupo diz respeito à lentidão da Justiça do Trabalho em dar prosseguimento à ações movidas contra o STTRM.

Os ex-funcionários das empresas Marcelo Fonseca da Silva, Joelson Pereira Lopes e Francisco Bezerra estiveram na redação do EM TEMPO, há duas semanas, para fazer as denúncias. O grupo afirmou que integrantes de chapas de oposição e até mesmo qualquer pessoa que contrarie ou critique a atual diretoria são alvo de retaliações que incluem desde ameaças, até agressões físicas e demissão. Os três fazem parte de um grupo de mais de 40 ex-funcionários que movem ação contra o Sindicato dos Rodoviários na Justiça do Trabalho.

De acordo com o grupo, o incidente ocorrido exatamente há um ano em um posto de gasolina no Coroado, Zona Sul da capital, é de responsabilidade direta da atual diretoria do STTRM. Na ocasião, um grupo de ex-rodoviários e supostos sindicalistas do transporte público de Manaus entraram em confronto em um posto de gasolina situado na Bola do Coroado.

Outra denúncia feita pelos ex-funcionários foi de que uma vez demitidos, os trabalhadores não conseguiam retornar aos postos, mesmo passando nos testes das empresas, a menos que contassem com a “autorização” do STTRM. “Fiz todos os testes, passei e esperava ser chamado. Porém, nunca fui. Depois, descobri que isso acontecia com diversas outras pessoas”, afirmou Joelson.

Todas as denúncias trazidas até a reportagem do EM TEMPO foram levadas pelos denunciantes até a Justiça do Trabalho do Amazonas. A assessoria do TRT, no entanto, não respondeu às mensagens da reportagem até o fechamento desta edição sobre o andamento dos processos.

Por Fred Santana

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