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Diretoria do Garantido pede anulação de notas após denúncias de corrupção de jurados

 

O Garantido pediu a anulação das notas, por conta das denúncias, com suposto áudio de ligações telefônicas do teatrólogo Chico Cardoso, postado nas redes sociais - foto: FlorianoLins

O Garantido pediu a anulação das notas, por conta das denúncias, com suposto áudio de ligações telefônicas do teatrólogo Chico Cardoso, postado nas redes sociais – foto: FlorianoLins

A série de recursos pedindo impugnações e até a anulação das notas dos jurados do 50º Festival Folclórico de Parintins pela diretoria do Boi Bumbá Garantido não alcançaram êxito perante a comissão e à presidência do Corpo de Jurados da disputa dos bumbás na arena do Bumbódromo.

Minutos antes da apuração, no final da manhã desta segunda-feira (29), o presidente do Boi da Baixa de São José, Adelson Albuquerque, e o vice-presidente, Fábio Cardoso, convocaram uma coletiva de imprensa para confirmar o pedido de anulação das notas, por conta das denúncias, com suposto áudio de ligações telefônicas do teatrólogo Chico Cardoso, postado nas redes sociais.

O áudio aponta conversa do teatrólogo com o “cartola” Armando do Vale, que teria articulado cooptações de jurados para levar o Caprichoso à vitória.

Com a confirmação da vitória, ainda no bumbódromo, o presidente Adelson desabafou, classificando de “deprimente” o resultado do festival folclórico de Parintins. Nós gostaríamos muito que o resultado fosse obtido na arena, não da forma como as redes sociais já publicaram, e sem ser tirado nenhuma vírgula daquilo que já havia sido combinado e que toda a população ficou sabendo”.

“Vergonhoso, deprimente e lamentável. Um o desrespeito à Nação Vermelha e Branca, as pessoas que vêm se dedicar ao festival, aos investimentos feitos e sermos julgados dessa forma por pessoas que não têm nenhum compromisso com Parintins ou com o festival folclórico”, desabafou Adeslon.

O dirigente vermelho diz esperar que “haja uma nova maneira de se julgar e de se escolher jurados para a nossa festa. Disse que no Amazonas têm pessoas competentes e capacitadas para avaliar os trabalhos dos dois bumbás”.

Sobre recorrer à Justiça para buscar o resultado que considera ‘justo’ para a disputa, Adelson Albuquerque lembra que “o regimento interno da disputa impede que as agremiações recorram à Justiça, mas o setor jurídico do boi vai verificar qual a melhor maneira de se chegar a um denominador sobre esta questão”.

Por Floriano Lins

 

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