Esportes

Diretor de futebol do Princesa reclama de falta de investimento financeiro

Edinho Canutama estará em campo na próxima quinta-feira (14) – foto: Márcio Melo

O diretor de futebol, Raphael Maddy, diz que há diferença entre os clubes de Manaus e os do Interior – foto: Márcio Melo

O Princesa do Solimões venceu o São Francisco-PA, e se classificou para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Mas durante o jogo no domingo (10), no estádio Gilberto Mestrinho, em Manacapuru, o diretor de futebol Raphael Maddy, além de demonstrar felicidade pela classificação da equipe, também mostrou indignação com a falta de apoio.


De acordo com Maddy, os clubes de Manaus têm privilégios a mais, enquanto as equipes do Interior do Amazonas, sofrem com a falta de patrocínio e apoio do poder público.

“Os times de Manaus têm tudo, para eles as portas estão sempre abertas, mas para nós aqui de Manacapuru e de outros municípios as coisas são diferentes. A minha insatisfação não é com torcida ou com dirigente, e sim pelo simples pelo fato de não ter apoio às equipes do interior. Porque a equipe do interior não tem apoio como a equipe de Manaus tem? Será que nós não somos Amazonas? Somos só Manacapuru? ”, indagou Raphael Maddy.

O diretor ainda se mostrou confiante apesar da falta de patrocínio para o Princesa do Solimões, e ainda destacou as conquistas para a próxima fase da Série D, que vieram pelo fato do clube ter uma equipe bastante unida e com vontade de vencer.

“A receita para o sucesso é a parceria criada com nossa diretoria, comissão e elenco. E a minha relação com o Princesa é muito forte. Eu estou no treino, eu estou domingo no estádio, na reunião com a comissão técnica. Sempre participo de todas as reuniões e mantenho o diálogo com os jogadores. Quando temos um tempo livre comemos pizza, brigamos, mas sempre procuramos o melhor, mantendo o convívio não apenas no campo, mas em todas as horas”, destacou.

Sobre o retorno ao Tubarão do Norte após o pedido de demissão no ano passado, Raphael Maddy revelou que o convite veio no começo da Copa do Brasil, após o time ter dificuldades para montar uma equipe de renome.

“Quando o presidente disse que o clube não tinha condições de montar um time rápido, o desafio me foi passado, e consequentemente veio a Série D, mais um desafio por mérito do ano passado. A união da equipe resulta num entrosamento maior dentro de campo e foi o que aumentou nossas chances de obter vitórias”, concluiu.

Por Wal Lima

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