Política

Direção do PDT-AM confia na absolvição de Hissa

Hissa foi afastado do cargo de presidente regional do PDT e passou a sofrer processo de expulsão por não ter seguido a orientação do diretório no impeachment - foto: divulgação

Hissa foi afastado do cargo de presidente regional do PDT e passou a sofrer processo de expulsão por não ter seguido a orientação do diretório no impeachment – foto: divulgação

Presidente interino do PDT-AM, Stone Machado garante que a pré-candidatura a prefeito de Manaus do deputado federal Hissa Abrahão está mantida. O parlamentar – que é presidente do diretório regional – está afastado da função para se defender do processo de expulsão do partido que tramita no Conselho de Ética do diretório nacional por ter desobedecido à orientação da legenda e votado a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, no dia 17 de abril na Câmara dos Deputados.

A decisão sobre a expulsão somente sairá no dia 30 deste mês. Mas, conforme Stone, o deputado não será expulso por ter votado a favor do afastamento da presidente. “Não há processo de expulsão isso eu garanto. O nosso objetivo de tê-lo afastado é apenas advertir a decisão do deputado. Existem regras no Partido Democrático Trabalhista no Amazonas como aconselhar e depois suspender. Não tem cogitação de expulsar o Hissa do partido”, esclarece Stone.

Procurado pela reportagem para comentar a sua defesa, Hissa Abrahão não quis se pronunciar. Por meio de nota enviado pela sua assessoria de imprensa, ele afirmou que somente vai se manifestar sobre o assunto depois do dia 30 de maio.

Hissa e mais outros seis deputados federais do PDT, Mario Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES), Giovanni Cherini (RS), Flávia Morais (GO) e Subtenente Gonzaga (MG), estão respondendo a processo de expulsão por ter votado contra a orientação da legenda.

Em reunião do diretório nacional, em dezembro do ano passado, a direção nacional do PDT orientou seus deputados federais a votarem contra o impeachment, decisão que foi referendada em nova reunião, no dia 22 de março.

Hissa, que era do PPS, assinou ficha de filiação no PDT em 18 de março, sob as bênçãos do presidente nacional do partido, o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

No início de abril, o deputado foi empossado, em sessão solene, presidente regional do PDT. Mas, duas semanas depois, ele foi afastado do cargo e passou a sofrer processo de expulsão por não ter seguido a orientação do diretório.

2 Comments

2 Comments

  1. APJr

    18 de maio de 2016 at 16:47

    Se preocupem não, deputados !! Esse governo da presidente Dilma foi o pior da nossa história e os senhores fizeram muitíssimo bem em votar contra ele !! De mais a mais, todos esses vermelhinhos,depois das muitas barbaridades que praticaram, vão sumir do cenário político brasileiro, e os senhores, num partido mais verde e amarelo do que o PDT haverão de estar muitissimamente melhor do que esses comunistas que os julgam !!

  2. João Vicente Goulart

    15 de maio de 2016 at 15:47

    Divergir da orientação partidária é passível de expulsão sim.
    Se quiser divergir da orientação e votado no golpe parlamentar, era melhor ter ficado onde estava. Dia trinta o diretório decide!

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