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Dilma veta reajuste na Suframa e leva servidores discutirem possibilidade de greve

Servidores da Suframa aproveitaram a reunião para se manifestar em favor da sanção da Medida Provisória 660/2015, que reordena cargos e salários na autarquia – foto: divulgação

Além da possibilidade de greve, Sindframa já avisou, em ocasião anterior que também trabalharia para que os parlamentares derrubassem o veto, assim que a MP voltasse ao Congresso – foto: divulgação

Menos de um mês depois de ter sido aprovada por unanimidade no Senado, a Medida Provisória (MP) nº 660/2014 teve a emenda que garante a reestruturação dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) vetada pela presidente da República, Dilma Rousseff.

A decisão do Executivo federal, em sintonia com as medidas de ajuste fiscal implementadas neste ano, foi confirmada pelo senador e ex-governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), em seu perfil no Facebook, na noite desta sexta-feira (8).

Em sua página, Omar se mostrou solidário aos servidores da autarquia e disse que iria lutar no Senado para derrubar o veto presidencial.

“Não concordo, não aceito. (…) Essa atitude é uma injustiça com quem produz, uma injustiça que precisa ser corrigida”, desabafou o político.
Consultado pelo EM TEMPO há uma semana, o Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindiframa) já havia manifestado temor de que o governo federal tomasse essa medida para evitar o eventual efeito cascata sobre outras categorias que pedem reajustes.

Diante da decisão presidência, a entidade convocou uma reunião na noite desta sexta-feira para definir o que a categoria fará a partir de agora, embora o sindicato já tenha sinalizado com a possibilidade de uma nova greve, caso o aumento fosse vetado.

Em ocasião anterior, o diretor do Sindiframa, Gilvane Paiva, disse ao EM TEMPO que, nesse caso, o sindicato também trabalharia para que os parlamentares derrubasse o veto assim que a MP voltasse ao Congresso Nacional.

Iniciada por volta das 21h de hoje, a reunião dos sindicalistas ainda não havia terminado no momento desta postagem.

Impacto discutível

Aprovado pelo Senado, depois de passar por maioria na Câmara dos Deputados, a MP 660/2014 foi a saída mais viável para reenquadrar a folha dos funcionários da Suframa.

O texto original dispõe sobre as tabelas de salários, vencimentos, soldos e demais vantagens aplicáveis aos servidores civis, aos militares e aos empregados oriundos do ex-Território Federal de Rondônia.

O impacto do reajuste ora vetado era projetado em R$ 50 milhões, mas segundo o autor da proposta que busca a reestruturação dos vencimentos dos servidores da Suframa, o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), a verba viria dos próprios recursos contingenciados da autarquia federal, estimada em R$ 1 bilhão.

Por equipe EM TEMPO Online

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