Política

Dilma indica peemedebista para o comando da Antaq

Ex-senador pelo Pará, Campos é o atual secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República - foto: divulgação

Ex-senador pelo Pará, Campos é o atual secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República – foto: divulgação

Dois dias após o PMDB decidir, por aclamação, deixar a base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff e entregar cargos ocupados na esfera federal, o Palácio do Planalto enviou ao Senado uma mensagem indicando Luiz Otávio Oliveira Campos para o cargo de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A mensagem presidencial pedindo que o nome de Campos seja apreciado para exercer o cargo foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (31). Na mesma edição, a presidenta Dilma exonerou o diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), Walter Gomes de Sousa, e o diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rogério Luiz Abdalla.

Ex-senador pelo Pará, Campos é o atual secretário-executivo da Secretaria de Portos da Presidência da República, comandada pelo também peemedebista e paraense Helder Barbalho, que ainda não disse publicamente se deixa o comando da pasta, conforme orientação partidária, ou se permanece fiel ao governo.

Se aprovado para assumir a agência responsável por implementar as políticas formuladas pela Secretaria de Portos pelo Conselho Nacional de Integração de Políticas de Transporte, Campos substituirá Mario Póvia, cujo mandato chegou ao fim em meados de fevereiro.

Campos não é o único nome cotado para assumir cargos com o apoio do PMDB. Na última terça-feira (29), horas após o partido romper com o governo Dilma, o Senado aprovou a indicação do economista Juliano Alcântara Noman para a diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Único peemedebista a votar contra a indicação, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), justificou sua decisão afirmando que, embora seja um quadro técnico, Noman foi apadrinhado pelo PMDB e a aprovação de seu nome seria uma “traição à decisão da legenda de abandonar ministérios e cargos”.

Servidor de carreira da Anac e atual secretário de Navegação Aérea Civil da Secretaria de Aviação Civil, Noman já tinha sido cogitado para assumir uma vaga na diretoria da Anac. No ano passado, no entanto, o Palácio do Planalto sinalizou que não aceitaria a indicação. Em dezembro, quando deixou a Secretaria de Aviação Civil, o ex-ministro Eliseu Padilha admitiu que, entre outros motivos, a decisão do governo de não referendar o nome de Noman o ajudou a decidir entregar o ministério.

Outros dois nomes indicados pela Presidência da República para a Anac foram aprovados no dia 29: o tenente-brigadeiro do ar Hélio Paes de Barros Júnior e o ex-diretor de Regulação Econômica da Anac, Ricardo Sérgio Maia Bezerra.

Por Agência Brasil

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