Política

Dilma conversa com Mercadante, e ministro vai para a Educação

A presidente Dilma Rousseff fechou nesta quarta-feira (30) com seu ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que ele irá assumir o Ministério da Educação.

A saída do petista foi acertada em meio a fortes pressões de aliados do governo para que deixe a gerência do governo. Com isso, Mercadante retorna à pasta que ocupava antes de assumir a Casa Civil.

Muito desgastado, Dilma acatou a pressão de PMDB e integrantes do PT para colocar no lugar do petista alguém com menos desgastes e que possa auxiliar Dilma Rousseff a enfrentar a crise. O mais cotado para a Casa Civil é o petista Jaques Wagner (Defesa).

Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia) iria para a Defesa no lugar de Wagner. E Ciência e Tecnologia ficaria com o PSB.

Na conversa com Mercadante, Dilma demonstrou chateação em ter de abrir mão de seu fiel assessor, mas considerou que sua permanência no cargo era insustentável, segundo a reportagem apurou.

Há algumas semanas, Dilma havia negado intenção de substituir seu fiel escudeiro. Nesta terça (29), porém, aliados de Mercadante que descartavam sua saída passaram a considerar a troca como inevitável.

Partidos aliados passaram a cobrar mais e mais que ele deixasse a Casa Civil. Conforme interlocutores, a pressão atingiu nível máximo, sobretudo por parte do PMDB, hoje no comando de seis ministérios e prestes a levar mais um na reforma que será anunciada nesta quinta.

A legenda ganhará o Ministério da Saúde. Para entregá-la a um deputado peemedebista, Dilma teve de demitir o petista Arthur Chioro -o que foi feito em conversa fria e por telefone.

“Fique quieto, não se mexa. Você sai na quinta”, teria dito ela, conforme relato do ministro a amigos. Assessores próximos a Chioro afirmam que ele ficou muito decepcionado, considerou uma “humilhação” ter sido demitido por telefone e avalia não participar da transmissão do cargo no ministério.

Negociações

Dilma passou a terça em negociações para fechar a nova equipe, com a qual espera recompor a base para aprovar o ajuste fiscal e evitar abertura de um processo de impeachment na Câmara. Além do PMDB, tenta trazer o PSB de volta à Esplanada.

Até o anúncio da reforma, o governo espera que o Congresso já tenha votado, e mantido, vetos presidenciais a projetos que aumentam os gastos públicos, como o que reajusta salários no Judiciário.

Nesta terça, Dilma indicou cedo ao vice, Michel Temer, que irá ampliar de seis para sete ministérios a cota do PMDB no governo mesmo que, para isso, recue no propósito de reduzir dez pastas. Já está definido que os senadores Eduardo Braga (Minas e Energia) e Kátia Abreu (Agricultura) serão mantidos.

Dois deputados do PMDB entrarão. Para a Saúde, o mais cotado é Marcelo Castro (PI), médico. A segunda pasta está sendo negociada, mas não se descarta manter a Pesca como pasta independente. Inicialmente, se cogitava anexá-la à Agricultura.
Há outras opções, como Cultura; Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Ciência e Tecnologia.

Do grupo de Temer, Eliseu Padilha deve continuar na Aviação Civil, e Henrique Eduardo Alves, no Turismo. Já Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), pode trocar a Pesca, na hipótese de ser extinta, por Portos, que não será mais fundido com Aviação.

O ex-presidente Lula é esperado em Brasília nesta quarta para ajudar nas negociações da reforma. Uma de suas missões é acalmar o PT, insatisfeito com a perda da Saúde e com a fusão de três secretarias (Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos) no Ministério da Cidadania.

Por Folhapress

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