Dia a dia

Diagnósticos rápidos podem ser diferencial no combate ao H1N1

Em até duas horas, o resultado é disponibilizado para o paciente em unidades hospitalares – foto: divulgação

Em até duas horas, o resultado é disponibilizado para o paciente em unidades hospitalares – foto: divulgação

Com sintomas geralmente similares ao da gripe comum, os casos de gripe provocada pelo H1N1 têm aumentado consideravelmente no país. Conforme boletim recente do Ministério da Saúde, foram contabilizados mais de 3.978 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados pelo vírus Influenza A e registradas mais de 764 mortes somente este ano.

De acordo com especialistas, as 48 primeiras horas em que o paciente apresenta os sintomas são fundamentais para garantir uma melhora mais rápida. Preocupado em oferecer mais agilidade no diagnóstico de doenças respiratórias, o Laboratório Sabin disponibiliza três novos exames de alta precisão para detectar os principais vírus responsáveis por quadros Respiratórios graves – os vírus Influenza e Sincicial Respiratório (VSR) – e com prazos rápidos de entrega de resultado.

O primeiro é o teste rápido imunocromatográfico, que pode detectar Influenza A, influenza B e VSR. Em até duas horas, o resultado é disponibilizado para o paciente em unidades hospitalares. Para detectar qual molecular do vírus Influenza, o Sabin traz o teste rápido molecular para os tipos A e B (GeneXpert), que tem elevadíssima sensibilidade. Mesmo sendo um exame de Biologia Molecular, que analisa com mais precisão o DNA do vírus, o resultado é liberado em até um dia.

Já o terceiro exame é direcionado para casos em que há a necessidade de um maior detalhamento laboratorial. O Painel Molecular de Vírus Respiratórios é capaz de detectar 19 tipos de vírus respiratórios em um único exame. O resultado desse teste é entregue em até dois dias.

A doença
A Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada por um subtipo do vírus tipo A que normalmente causa surtos de gripe entre os suínos, conforme explica o infectologista e consultor médico do Laboratório Sabin, Marcelo Cordeiro dos Santos. “O microrganismo responsável pelos casos atuais é uma mutação. O mesmo foi responsável pela pandemia de 2009.
Trata-se de um vírus híbrido, que contém material genético de vírus humanos, de aves e de suínos”, pontuou.

Segundo o especialista, os sintomas geralmente são similares ao da gripe comum e surgem subitamente, incluindo febre alta repentina (igual ou acima de 39º), tosse, letargia, falta de apetite, irritação nos olhos, coriza (nem sempre pronunciada), dor de garganta (nem sempre pronunciada), dor de cabeça intensa, dor nos músculos e nas articulações. Podem ocorrer, também, náusea, vômitos e diarreia.

Um caso suspeito da doença, confirmado pelo Ministério da Saúde, é quando o paciente apresenta febre alta e tosse (podendo ter outros sintomas, como dor de cabeça, dores no corpo e dificuldade respiratória) até 10 dias após sair de países que reportaram casos, ou após ter contato próximo (nos últimos 10 dias) com pessoa suspeita de infecção.

A melhor forma de se prevenir, de acordo com Marcelo, é ter cuidados simples como lavar as mãos frequentemente com água e sabão; não tocar os olhos, boca e nariz antes de lavar as mãos; e não dividir objetos de uso pessoal com indivíduos doentes.

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