Dia a dia

Diagnóstico precoce pode evitar câncer de próstata

O aposentado descobriu a neoplasia, que faz 7,8 novos casos a cada hora - Foto: divulgação

O aposentado descobriu a neoplasia, que faz 7,8 novos casos a cada hora – Foto: divulgação

O diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar doenças e o aposentado José Farias, 76, sabe disso. Foi por conta de seu hábito em fazer check-up, anualmente, que ele descobriu o câncer de próstata a tempo de fazer o tratamento. Há quase 3 anos, mesmo com todos os cuidados, o aposentado descobriu a neoplasia, que faz 7,8 novos casos a cada hora, ou seja, 69 mil novos casos ao ano, conforme estimativa da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 51% dos homens nunca consultaram um urologista.

Ao contrário desta maioria, Farias procura sempre estar atento a sua saúde. “Eu corro ao médico para qualquer eventualidade. Sempre fui muito prevenido”, ressalta.

Apesar do susto, ele conta que se manteve firme e conseguiu chegar a um diagnóstico positivo. Foram necessários apenas 2 anos e 4 meses para o médico dar a mensagem de que o tumor estava praticamente “zerado”.

“O apoio da família foi fundamental, em todos os quesitos, financeiramente e sentimentalmente. Eu não imaginava que, mesmo me prevenindo, seria acometido pela doença. No entanto, não me apavorei, nem abaixei a cabeça, e procurei seguir todas as recomendações médicas. Cheguei até mesmo a pedir uma dieta do médico que me acompanha para auxiliar no tratamento, antes mesmo dele tratar sobre o tema. Hoje eu só preciso voltar de seis em seis meses para os exames rotineiros, afinal o câncer pode voltar e de forma mais agressiva”, observa.

Embora as chances de cura cheguem a 90% nos diagnósticos realizados no início da doença, ainda existe muito preconceito em relação à mesma, especialmente por conta do tradicional “exame de toque retal”. E por causa deste receio, o resultado pode ser desastroso. Conforme o Ministério da Saúde (MS), entre a população masculina total, o câncer de próstata representa a segunda causa de mortalidade por neoplasias.

Por isso Farias aconselha a deixar o medo e a vergonha de lado, optando por ter qualidade de vida. “É preciso se prevenir para que a doença não pegue ninguém de surpresa”, destaca.
Tabu

Consultora médica do Laboratório Sabin, a clínica geral Dorothy de Aguiar comenta que ainda existe um tabu no que diz respeito à realização do exame de toque retal. “Entre os fatores do alto índice da doença está o preconceito do público masculino com os exames urológicos”, salienta.

Este preconceito acaba por impedir que as medidas necessárias sejam tomadas de antemão. Dorothy destaca que alguns homens apresentam risco potencial de desenvolver câncer de próstata, o que não quer dizer que os fora desta classificação devem deixar de lado os cuidados com a saúde. “Quanto mais se vive, ou seja, quanto mais idoso, maior o risco.

Muitas vezes, entretanto, a doença segue um curso indolente, não sendo diagnosticada. Alguns grupos apresentam maior risco para desenvolvimento da doença: aqueles com parentes de primeiro grau que tiveram a doença e os indivíduos da raça negra”, avalia.

O exame da próstata consiste no toque retal e na dosagem sérica do PSA no sangue, conforme a SBU. A consultora médica do Sabin destaca que o laboratório oferece alguns exames para identificar a doença, como o exame de sangue PSA (Antígeno Prostático Específico) total e livre, responsável por detectar a proteína produzida pela próstata (um dia útil), além da análise histopatológica.

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir