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Dia dos Finados, em Manaus, rende um extra para os ambulantes

Vendedores ambulantes montaram verdadeiros “paredões” nas calçadas para vender água perto dos cemitérios da capital amazonense - foto: Janailton Falcão

Vendedores ambulantes montaram verdadeiros “paredões” nas calçadas para vender água perto dos cemitérios da capital amazonense – foto: Janailton Falcão

Enquanto as pessoas lamentavam seus entes queridos no Dia de Finados, vendedores aproveitaram o feriado para lucrar uma renda extra com o comércio ambulante nos arredores dos cemitérios de Manaus. Alguns camelôs chegaram a dormir em frente aos cemitérios para garantir um bom lugar para armar sua barraca.

No cemitério de São João Batista, localizado na avenida Álvaro Maia, Zona Centro-Sul e nos cemitérios Parque de Manaus e Nossa Senhora Aparecida, ambos localizados na avenida do Turismo, Zona Oeste, a disputa pelo cliente foi acirrada.

Por conta do forte calor na capital, a procura por chapéus foi intensa. O vendedor Joarez Alves, 42, que atua no ramo há mais de 25 anos, espera quadruplicar as vendas deste ano em relação ao ano passado. “Em 2014, eu vendi em torno de R$ 1 mil e, neste ano, eu investi na compra de mercadorias”, afirmou Alves, ao salientar que comprou 250 chapéus que são vendidos a R$ 15 a unidade.

Com um estoque de água montado em frente ao cemitério de São João Batista, o vendedor Joel Max, 32, estava confiante e ainda aguardava compradores para vender sua mercadoria. Segundo ele, o “bom papo” foi fundamental para um resultado promissor para vender seu estoque de água, que era comercializada a R$ 1 a unidade. “Pela manhã eu vendi 500 garrafas de água e estou com mais 500 para a tarde. Se Deus quiser eu vou vender tudinho. Tem que estar confiante e saber vender. Não adianta apenas gritar para avisar que está vendendo água, tem que ganhar o consumidor”, brincou.

Por sua vez, a vendedora Vânia Maria da Silva, 75, investiu R$ 2 mil em mercadorias para o Dia de Finados deste ano. Só para o aluguel da barraca de ferro que usou para colocar produtos como velas, flores e arranjos, ela desembolsou R$ 200. “Além de empregar toda a minha família eu ainda consigo tirar uma renda extra”, ressaltou.

Pernoite

A vendedora de água e guloseimas, Ivaneide Gomes Torres, 50, afirmou que dormiu debaixo de árvores para reservar um bom lugar logo pela manhã. A estratégia foi para manter um espaço adequado e garantir boas vendas. “Dormi debaixo da árvore para poder guardar meu lugar e armar minha barraca”, revelou.

Por equipe EM TEMPO

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