Dia a dia

Dia das Mães com movimentação tranquila nos cemitérios de Manaus

Debaixo de sol, aproximadamente 3 mil pessoas passaram pelo local durante a manhã do domingo – Fotos: Michael Dantas

Domingo (14) é comemorado o Dia das Mães, e os cemitérios de Manaus costumam ficar um pouco mais coloridos nessa data por causa das visitas que os túmulos recebem. Entretanto, este ano, visitas e comércios estiveram em baixa nos cemitérios Nossa Senhora Aparecida e Parque de Manaus, na Zona Oeste.

Já no cemitério São João Batista, na Zona Sul, o movimentação foi maior. Debaixo de sol, aproximadamente 3 mil pessoas passaram pelo local durante a manhã do domingo.

“Nosso movimento maior é pela manhã, mas à tarde ainda esperamos mais de mil pessoas. Esse ano não vamos ter missa, mas estamos com nossa capela aberta” informou o administrador do cemitério, José Moura.

Os cemitérios contaram com o apoio da Polícia Militar para a segurança das pessoas que chegavam para fazer suas homenagens. Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans) também estiveram no local para ajudar com o fluxo de trânsito nos arredores.

Familiares limpam os jazigos em que residem os entes queridos

A doméstica Helena Bies, de 47 anos, acendeu velas para a mãe, falecida há 6 anos e sepultada no cemitério Nossa Senhora Aparecida. Ela disse que o ritual é costume da família. “Eu venho aqui com mais uma irmã, limpamos tudo, acendemos velas e fazemos orações” conta.

Sentado à sombra de uma árvore, o carpinteiro Silvio de Araújo, 36, esperava mais dois irmãos para refazer o cercado da sepultura da mãe depois de já ter capinado tudo ao redor. Para ele, a perda ainda é muito recente. Sua mãe, dona Maria de Fátima, faleceu há apenas sete meses, vítima de câncer de colo de útero.

Seu Silvio se emociona ao falar do primeiro dia das mães longe dela. “Nossa senhora, muito difícil, ruim demais, complicado” tenta se expressar com voz embargada.

Comércio

Entre os vendedores ambulantes o comentário é unânime, pouco movimento e poucas vendas.

Acostumada com altas demandas, dona Waldemira Negreiros, 54, trabalha há 30 anos no cemitério Nossa Senhora Aparecida, no Tarumã. “Normalmente abre às 5h da manhã as portas e já vem bastante gente. Esse ano o que mais está saindo são velas e flores de R$ 1. Hoje tem até menos ambulantes. Isso pode ser a crise ou a chuva de ontem que afastou o pessoal” conclui.

Famílias se reúnem e prestam homenagem às mães falecidas

Por ser dividido em dois, o cemitério do Tarumã abriga no mesmo terreno uma área para o Nossa Senhora Aparecida, que possui administração municipal, e outro para o Parque de Manaus, particular.

Segundo o administrador do Parque de Manaus, Yomar Silva Junior, algumas pessoas que tentaram fazer a venda no local foram retiradas. “Esta parte do cemitério é particular, não podemos permitir que entrem para fazer vendas aqui senão vai ficar uma disputa por lugar. Lá fora nós não podemos impedir, é público, estão na área da calçada” explica.

Limpeza

A expectativa da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), é que pelo menos 50 mil pessoas passem pelos cemitérios público no domingo. Durante a semana, 350 trabalhadores do órgão fizeram a limpeza nos cemitérios Nossa Senhora Aparecida (Avenida do Turismo, Zona Oeste), Nossa Senhora da Piedade (Novo Israel, Zona Norte) e Santo Alberto (Colônia Antônio Aleixo (Zona Leste).

Laize Minelli

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