Dia a dia

Desvios e novas paradas ainda sem definição no T2

A reforma da estrutura do Terminal 2 (localizado nao bairro Cachoeirinha), que começa no próximo dia 9 - foto: Ione Moreno

A reforma da estrutura do Terminal 2 (localizado nao bairro Cachoeirinha), que começa no próximo dia 9 – foto: Ione Moreno

Anunciada no último fim de semana, a reforma da estrutura do Terminal 2 (localizado nao bairro Cachoeirinha), que começa no próximo dia 9, foi bem recebida pelos usuários, mas ainda restam dúvidas de como ficarão os desvios e os pontos onde os passageiros pegarão os ônibus.

Além de pavimentação, recuperação do sistema de iluminação, que vai contar com lâmpadas de LED. “Mais que uma reforma, o T2 será ampliado, ganhará uma nova cobertura que cobrirá todo o local, mais dois banheiros, novo piso, enfim, todo o projeto foi pensado para dar mais conforto ao usuário. Infelizmente, pelo fato de o T2 ter menos espaço que os demais terminais, fica inviável executar as obras com o terminal funcionando.  Sabemos que haverá um certo transtorno,  mas o fechamento é necessário e será temporário”, afirma o presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho.

Ele informou quando exatamente, mas disse que em breve, o site do órgão vai disponibilizar um mapa com os desvios. “É importante que o usuário adquira seu cartão para fazer a integração temporal e pegar outra linha”, complementa Carvalho.

A reforma foi recebida com entusiasmo pelo auxiliar de inspetor do Sindicato de Empresas do Transporte Rodoviário do Amazonas (Sinetram), Ericko Roberto dos Reis. “Estávamos precisando dessa reforma”, desabafa. Por outro lado, Reis reclama da falta de esclarecimentos por parte dos órgãos responsáveis. “Só agora fiquei sabendo da iniciativa”, diz.

Arrastão

Falta de segurança, estrutura precária e ausência de sinalização adequada foram os principais problemas apontados pelos usuários entrevistados pela reportagem do EM TEMPO. “Os assaltantes costumam fazer arrastões em bandos de oito, dez pessoas. Há cerca de dois anos, um rapaz foi assassinado aqui. Não há policiais circulando”, relata o assistente administrativo Ricardo Almeida dos Santos sobre o terminal da Constantino Nery. “Seria melhor colocar placas coloridas para cada bairro ou zona da cidade”, sugere Santos, que utiliza a linha 652 pelo menos duas vezes por semana.

De acordo com o assistente de segurança Ângelo Marinho, a antiga sede do Sinetram se tornou ponto de encontro de travestis e clientes. “Ao chegarmos de madrugada, é comum presenciar pessoas tendo relações sexuais ali”, revela. “O cheiro constante de urina na escada também incomoda bastante. Falta limpeza”.

Atualmente, serviços como cadastro de usuários são realizadas na unidade do Sinetram, localizada ao lado do terminal. “Para fazer a recarga dos créditos, por exemplo, os passageiros são obrigados a pagar passagem para voltar para casa”, observa outro agente, que preferiu não se identificar.

Uma mês após ter o celular furtado enquanto entrava num ônibus, a universitária Lia Beatrice Andrade presenciou uma cena similar no terminal da Cachoeirinha. “Um senhor enfiou a mão no bolso de um rapaz mas, como eu já estava quase dentro do veículo, não tive condições de alertá-lo”, explica. “A iluminação daqui é insuficiente, a sujeira toma conta do local e, além disso, o terminal é pequeno”, acrescenta.

Policiamento será reforçado

A assessoria do SMTU anunciou que o órgão vai elaborar, junto à Secretaria Estadual de Segurança, um plano para reforçar o policiamento no T1. “Existe um projeto de transformar o T1 em um terminal fechado. O espaço será recuperado e passará por adequações”, diz a nota.

O subsecretário municipal de obras públicas da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Nelson de Oliveira, disse que a intervenção no T1 integra o atual plano de mobilidade urbana da prefeitura. Por isso, as obras devem começar ainda neste ano. “Em razão do contingenciamento de recursos, não é possível estabelecer um prazo específico para o início das atividades”, explica.

O projeto inclui a retirada dos camelôs que trabalham dentro do terminal.  O destino final dos comerciantes será definido pela Secretaria Municipal do Centro (Semc).  Dentre as ações em fase de execução, destaca-se a reforma de 20 terminais fim de linha localizados em diversos pontos da cidade. Sete novas unidades serão instaladas em bairros como São Raimundo, Cidade Nova e Alvorada. “Recentemente, identificamos e vamos realizar a reforma dos telhados de 500 abrigos de passageiros”, finaliza.

Por Daniel Amorim (Equipe EM TEMPO)

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