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Desvalorização do dólar pode deixar ‘pãozinho’ mais barato em Manaus

Preço do quilo do pão francês sofreu um reajuste de até 15%, no mês passado, em Manaus, devido ao aumento do custo de vida e também da valorização do dólar frente ao real – foto: Ione Moreno

Preço do quilo do pão francês sofreu um reajuste de até 15%, no mês passado, em Manaus, devido ao aumento do custo de vida e também da valorização do dólar frente ao real – foto: Ione Moreno

O preço do pãozinho deve ficar mais barato, em Manaus, caso o dólar continue a cair e os moinhos repassarem para a indústria o volume obtido com a variação cambial. A afirmação é do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas (Sindpan/AM).

A moeda norte-americana, que tem fechado em baixa em relação ao real, mas se mantém na casa dos R$ 3, influencia diretamente no produto porque quase 95% de seu principal ingrediente, o trigo, é importado e sofre com a oscilação cambial.

A alta do dólar foi um dos fatores responsável pelo reajuste de 12% a 15% no preço do quilo do pão francês em Manaus, anunciado no dia 7 de abril deste ano pelo Sindpan/AM.

O presidente da entidade, Williams Teixeira Barbosa, declarou que gostaria que houvesse essa variação do dólar. Porém, ele destacou que o fato só impactará no preço do pão se o valor da farinha de trigo também cair nos moinhos.

“Essa é a lógica. Se reduzirem o preço da farinha,  também reduziremos o preço do pão na mesma proporção”, frisou.

Ele explicou que, quando o aumento é repassado pelos moinhos, os empresários são obrigados a absorver o reajuste ou repassar ao consumidor. Neste caso, se o trigo ficar mais barato, o preço do pão também cai. “Hoje, nós vivemos na expectativa onde temos que ter cuidado com o que fazemos, pois reajustar o preço não será o melhor caminho”, frisou.

Sem aumento

Embora o pão francês tenha ficado mais caro em Manaus, alguns estabelecimentos seguraram o reajuste e ainda comercializam o produto com o preço abaixo da tabela proposta pelo Sindpan. É o caso da Panificadora Industrial Fortaleza, na rua Dona Mimi, bairro Morro da Liberdade, na Zona Sul. No local, o quilo do pão francês custa R$ 6.

“Não sentimos tanta variação no preço do trigo, então permanecemos com o mesmo valor de antes”, comentou o sócio-proprietário do estabelecimento, Antônio Carlos.

Ele também ressaltou que o fato de atenderem mais consumidores das classes baixa e média também pesa na hora de aumentar o preço do pão, além disso, a concorrência é grande. “Se aumentar o preço as pessoas vão parar de comprar e a concorrência aqui é muito grande”, disse ao ressaltar que sua padaria vende em torno de 750 pães francês somente pela manhã.

Para a universitária Danielle Souza, 24, quanto mais barato o pão ficar, melhor será para o bolso das pessoas e, consequentemente, para os próprios empresários do setor.

“Quando o produto fica mais barato maior é o número de pessoas que poderá comprá-lo. Desta forma, o comerciante aumentará a quantidade vendida em sua padaria”, justificou a estudante.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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