Economia

Despachantes fazem ato contra greve na Suframa

Greve dos servidores da Suframa tem causado prejuízos para comércio, indústria, caminhoneiros, drogarias e despachantes – foto: Ione Moreno

Greve dos servidores da Suframa tem causado prejuízos para comércio, indústria, caminhoneiros, drogarias e despachantes – foto: Ione Moreno

Despachantes que prestam serviços a empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) organizam nesta sexta-feira (26) uma manifestação em protesto às dificuldades que têm para realizar o trabalho junto à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que estaria mudando constantemente a rotina dos processos.

A manifestação deve acontecer por volta das 8h, em frente à sede da Suframa, na avenida Ministro Mário Andreazza, Distrito Industrial, Zona Sul.

De acordo como o supervisor de fiscalização da empresa Jade Transporte, Turiano Ribeiro, a Suframa está dificultando o despacho de documentos. “Estamos com dificuldades com relação à internação de documento. Nós despachantes, tanto os autônomos quanto os empregados de alguma transportadora, estamos nos organizando para que todos consigam dar entrada nos seus processos”, observou Turiano.

“A Suframa, com o intuito de dificultar a entrada desses documentos, muda o procedimento diariamente, e dificulta a saída dos documentos”, disse.

Segundo o transportador autônomo Marcelo Lima, a categoria não tem um sindicato que os represente. As empresas transportadoras e os transportadores autônomos se reuniram para tentar acelerar o processo de despacho.

Em reposta à equipe do EM TEMPO Online, a assessoria de comunicação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) alegou que o sindicato tem garantido a cota dos 30% reivindicados pelos despachantes e vem respeitando os procedimentos de vistoria de documentação.

Greve

Os servidores da Suframa estão em greve há 36 dias. Por conta disso, lojistas já reclamam da falta de produtos nos estoques e, por esse fator, cerca de cem trabalhadores do comércio varejista da capital foram demitidos, segundo dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM).

“Além das demissões, já se registra falta de remédios nas farmácias, um aumento absurdo nos preços de alimentos, e um prejuízo de R$ 300 milhões diários em toda a região”, afirma o presidente da entidade, Ralph Assayag.

Por Asafe Augusto (especial EM TEMPO Online)

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