Economia

Desemprego aumenta para 10% no AM. Já são 172 mil pessoas desocupadas, diz IBGE

Trinta e cinco mil trabalhadores saíram da formalidade privada - foto: divulgação

Trinta e cinco mil trabalhadores saíram da formalidade privada – foto: divulgação

A taxa de desemprego no Amazonas, apenas no terceiro trimestre de 2015 foi de 10%, conforme pesquisa divulgada pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (24), apontando que há 172 mil pessoas desocupadas no Estado.

O nível de ocupação, que é o percentual de pessoas empregadas na semana de referência em relação às pessoas em idade de trabalhar, caiu para 55,4%, marcando uma redução de 2,6% em relação ao mesmo trimestre de 2014.

No último ano, 92 mil pessoas entraram em idade de trabalhar (14 anos ou mais). Desse contingente, 40 mil entraram efetivamente na força de trabalho.

A massa de população ocupada no Estado caiu em 20 mil pessoas no último ano. Já os desocupados aumentaram 60 mil.

Carteira assinada

O emprego no setor privado com carteira de trabalho assinada acumula queda de 8,6% em relação ao mesmo trimestre de 2014. O que significa que 35 mil trabalhadores saíram da formalidade privada. Mesmo os trabalhadores do setor privado sem carteira de trabalho assinada tiveram queda de 12,1%, uma redução de 23 mil postos de trabalho.

Estes dois grupos são exemplos do que aconteceu na maioria dos grupos de trabalhadores onde os únicos grupos que evoluíram foi conta própria (8,2%) e trabalhador familiar auxiliar que são aqueles que ajudam sem receber pagamento (15,1%).

O número dos conta própria vêm crescendo a cada trimestre; no mesmo período de 2014 eles eram 458 mil; já em 2015 passaram a ser 495 mil; um incremento de 37 mil pessoas. Indicando que aqueles trabalhadores que saíram do trabalho no setor privado com ou sem carteira, estão migrando para serem conta própria abrindo seu próprio negócio.

Grupos de atividade

Comparando o terceiro com o segundo trimestre, alojamento e alimentação foi a atividade que teve o melhor desempenho estadual com 18,6% de crescimento. Outra atividade que teve bom desempenho foi comércio e reparação de veículos automotores com 5%.

Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, alojamento e alimentação foi a atividade que mais cresceu 14,4%, vindo em segundo lugar comércio e reparação de veículos com 6,6%. Entre as atividades que tiveram queda na mão de obra ocupada, outros serviços liderou com -23,6%, vindo a seguir a indústria geral com -14,6%. Só a indústria perdeu 31 mil postos de trabalho em um ano; e outros serviços foram 16 mil postos a menos.

Rendimento médio

Considerando todos os trabalhos, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores caiu -5,4% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.  O grupo que teve a maior queda foi o empregador com 24,9%, o conta própria perdeu 5,9%; já os empregados do setor público tiveram perdas de 5,6% em seus rendimentos médios. No terceiro trimestre do ano passado, o empregador tinha um rendimento médio de R$ 5.670,00 e nesse ano caiu para R$ 4.256,00. O conta própria ganhava em média R$1.091,00, agora ganha R$1.027,00.

No rendimento médio por atividades, o maior aumento em um ano ficou na indústria geral com 2,6%. Já a maior queda ficou com alojamento e alimentação (-14,2%). Entre os que melhor pagavam no ano passado, a administração pública passou de R$ 2.545,00 para R$ 2.449,00 (-3,8%).

Em valores absolutos, as atividades que mais perderam rendimento médio foram informação-comunicação-atividade financeira-imobiliária (-R$393,00) e alojamento e alimentação (-R$228,00). A massa de rendimento médio real que é a soma de todos os rendimentos caiu -7,5% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Com informações da assessoria de comunicação

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