Sem categoria

Desembargadora é citada em reportagem sobre Facção Criminosa

Encarnação Salgado

A equipe do SBT Brasil tentou contato com a desembargadora Encarnação Salgado e também com o assessor Bígido dos Santos, mas ambos não responderam. foto: divulgação

Na quarta reportagem sobre a série da facção criminosa “Família do Norte”, o SBT Brasil exibiu ontem mais uma face do esquema de narcotráfico no Amazonas, envolvendo inclusive o nome da desembargadora Encarnação Salgado, acusada no “esquema da venda de liminares para liberar traficantes”.

Segundo a matéria produzida pelo jornalista Fábio Diamante, a magistrada da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), fazia parte de um esquema de venda de liminares, que favoreciam presos da facção. “A relação da desembargadora com os envolvidos no esquema era tão próxima que a magistrada era chamada por alguns membros da facção de tia e mãezona”.

A Polícia Federal prendeu no fim do ano passado seis advogados que agiam como espécie de “ponte” para conseguir as liminares. Em escutas telefônicas exibidas na matéria um funcionário do gabinete da magistrada, identificado como Brígido Augusto dos Santos Filho conversa com o marido de uma advogada envolvida no esquema e revela estar “correndo atrás de um esquema”, no qual será necessário acionar a magistrada, a quem ele se refere como “nossa amiga”.

Em conversa com o outro advogado identificado Ademir da Rocha, o funcionário do tribunal usava códigos, onde referia os presos como “time de futebol” e o plantão judicialcomo“campeonato”. “Estou organizando uma bola para cinco jogadores, mas quero saber se vai ter aquele campeonato”.

Por envolver uma desembargadora, a Polícia Federal enviou o caso para o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), responsável por investigar juízes de segundo grau. No relatório, a PF destacou que em 2013 e 2014 a desembargadora concedeu liminares em excesso durante os plantões, fato contatado pelo CNJ, segundo apresentou a reportagem.

A corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas também não deu retorno sobre a reportagem.

 

Da redação

1 Comment

1 Comment

  1. OReal

    25 de maio de 2016 at 19:53

    essa senhora é uma vergonha para a classe. ela cobra 40 mil por preso, para a filha poder viajar para miami. a presidente do tribunal sabe, e todos os juizes tbem, mas todos fingem que isso nao existe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir