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Descontinuidade na Suframa preocupa empresários do PIM

Rebecca Garcia assumiu a Suframa, no final de outubro do ano passado, e tem ganhado a confiança do empresariado do Polo Industrial de Manaus e dos servidores da autarquia  - foto: Ione Moreno

Rebecca Garcia assumiu a Suframa, no final de outubro do ano passado, e tem ganhado a confiança do empresariado do Polo Industrial de Manaus e dos servidores da autarquia – foto: Ione Moreno

Representantes da indústria do Amazonas temem que a mudança no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) leve a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) a repetir a falta de comando que viveu por nove meses, de 2014 a 2015. A preocupação é natural, uma vez que nesse ambiente econômico a indicação é política, e ela causou prejuízos naquele período nas reuniões do Conselho Administrativo da Suframa (CAS).

Segundo o vice-presidente Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a indústria sentirá muito, caso a superintendência da autarquia sofra nova mudança em menos de 1 ano de gestão. Para ele, a economista Rebecca Garcia, que assumiu a autarquia no final de outubro de 2015, vem trabalhando para que a instituição tenha autonomia.

“Caso ocorra nova troca, nós vamos lamentar muito, já que a superintendente tem uma identificação boa com a situação pela qual a Zona Franca de Manaus (ZFM) vem passando. Além de tudo, ela tem um bom relacionamento, um bom diálogo com a classe industrial. Da nossa parte, esperamos que ela continue, mas se mudar, paciência. Espero que os resultados sejam positivos para todos, caso ocorra essa mudança”, comentou Azevedo.

Para o presidente do sindicato dos servidores da Suframa (Sindframa), Gilvânio Paiva, a possível mudança é vista com certa apreensão. “Espero que não tenha mudança, tendo em vista a instabilidade que a direção da Suframa vem passando desde 2011. Isso deixa muito instável a autarquia. Rebecca vem fazendo um trabalho muito bom em relação à política industrial, sobretudo quanto ao plano diretor industrial e ao projeto Zona Franca Verde”, disse.

O sindicalista observou que a economista também tem conduzido a contento a Suframa quanto ao pleito dos servidores. “Principalmente com relação à restruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Ela tem sido uma parceira no sentindo de nos apoiar politicamente, dando certa vantagem na articulação política”, apontou.

Apesar de a superintendente da Suframa, no campo político, ser filiada ao Partido Progressita (PP), legenda que apoia o governo do presidente Michel Temer (PMDB), o ministério agora é chefiado pelo presidente do PRB, Marcos Pereira. Rebecca disse que até o momento não houve nenhuma sinalização de troca no comando da Suframa e que ela irá até Brasília na próxima semana, para entender melhor o direcionamento do novo governo.

“Até agora, não existe conversa se vou continuar à frente da autarquia. Mas tenho consciência que é um cargo de indicação política e é perfeitamente compreensível se tiver que deixar o cargo. Entretanto, já foi dito que não haverá mudança nos cargos ocupados pelo meu partido”, frisou Rebecca.

Após o pedido de exoneração do atual secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sepancti), Thomaz Nogueira, da superintendência da Suframa, em novembro de 2014, a autarquia ficou quase 1 ano nas mãos do servidor de carreira, Gustavo Igrejas.  Depois da novela sobre quem ocuparia o cargo e se a indicação deveria ser técnica ou política, a economista Rebecca assumiu o comando.

Ministro

Nelson Azevedo disse esperar que o novo ministro do Mdic veja a Suframa com bons olhos e que ajude o Amazonas com o projeto de desenvolvimento econômico, com o Polo Industrial de Manaus (PIM). “Vamos confiar que ele tenha experiência para ajudar a ZFM e mude um pouco esse panorama que estamos passando, com investimentos para gerar renda e empregos e assim melhorar a economia do nosso Estado”, disse.

Por Kattiúcia Silveira

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