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Descontentes com tratamento recebido de autoridades do Estado, indígenas fazem ato público em frente à Aleam

O grupo saiu em caminhada da rotatória do Eldorado com destino a Aleam - foto: Josemar Antunes

O grupo saiu em caminhada da rotatória do Eldorado com destino a Aleam – foto: Josemar Antunes

Um grupo de mais 150 indígenas de 24 povos do baixo Amazonas e rio Negro realizou no início da manhã desta quinta-feira (5) um ato público pacífico em frente à sede da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), localizada avenida Mário Ypiranga Monteiro, bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul. Eles chamaram a atenção ao realizar um ritual de dança, bem na frente do espelho d’água que fica logo na entrada da casa legislativa.

Segundo um dos representantes do grupo e também dirigente das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (Coipam), Fidelis Baniwa, o grupo saiu em caminhada da rotatória do Eldorado, munido de faixas e cartazes, com destino a Aleam, no intuito de mostrar o seu descontentamento pela forma como vêm sendo tratadas as problemáticas indígenas, assim como ao descaso das autoridades públicas do Estado.

Ele relatou que as lideranças indígenas já estiveram anteriormente na Aleam, onde protocolaram um documento pedindo para serem recebidos pelo presidente da casa, deputado Josué Neto – por conta da extinção da Secretaria dos Povos Indígenas (Seind) -, mas não foram atendidas.

“O mesmo aconteceu com o governador, que também não nos recebeu. Então, se a gente pede formalmente e não nos recebem, a gente tenta de outras formas. Assim, esse ato de hoje foi justamente para representar a nossa insatisfação com o tratamento que temos recebido das autoridades do Estado”, comentou Baniwa.

Outra insatisfação relatada pelo líder indígena foi com relação à aprovação, dia 27 de outubro, na Câmara Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2015, que transfere do Poder Executivo para o Legislativo a responsabilidade de demarcação das terras indígenas.

Outro representante do grupo, Josias Sateré, do movimento estudantil, disse que os indígenas quem autonomia à participação e controle social. “Queremos nossas terras demarcadas e protegidas para podermos criar nossas crianças”.

Após o ato, o grupo de manifestantes seguiu para a primeira Conferência Nacional de Políticas Indígenas – etapa regional, que está acontecendo no Studio 5, bairro Japiim, Zona Sul.
Por equipe EM TEPO Online

Colaborou Josemar Antunes

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