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Descoberta fraude no ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Iranduba

Também foi anunciada a criação de uma faixa intermediária de renda, para famílias que ganham entre R$ 1,6 mil e R$ 2.350 mensais foto: reprodução

Também foi anunciada a criação de uma faixa intermediária de renda, para famílias que ganham entre R$ 1,6 mil e R$ 2.350 mensais foto: reprodução

A prefeita de Iranduba, Madalena de Jesus (PTB), informou, ontem, que identificou 51 beneficiários irregulares no programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, no município.

De acordo com ela, as irregularidades foram identificadas após vistoria feita pelo Executivo municipal em documentos dos beneficiários do programa. Entre as irregularidades estão a ausência do pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). Os contratos foram reavaliados pela Caixa Econômica Federal e cancelados.

“Com esse recadastramento, vamos poder ver as pessoas que acumulam cargos, possíveis funcionários-fantasmas e colocar todos no quadro da prefeitura como tem que ser”, disse Madalena de Jesus.

A prefeitura informou que licitações, termos de aluguéis e contratos de funcionários ainda estão sendo analisados, minuciosamente, pela Procuradoria Geral de Iranduba, em parceria com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), para identificar outras irregularidades.

Madalena de Jesus disse que todos os contratos firmados pelo prefeito afastado, Xinaik Medeiros (Pros), que tinham prazo de vigência até dezembro de 2014, foram encerrados.

O chefe da Casa Civil de Iranduba, Ednor Pacheco, afirmou que algumas obras e alguns contratos foram revistos a pedido do MPE-AM. Entre eles estão contratos de aluguéis e também de trabalhos que foram cancelados.

“Entre os contratos estão todos os (de serviços) das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), o da feira (construção da feira), da Vila Amazonas, obras de quadras (de esportes), além de todos os contratos de convênios federais que foram cancelados. Nessas obras encontramos faturas pagas sem que o trabalho tivesse sido executado”, disse Pacheco.

Segundo o procurador-geral do município, Gerson Fernandes, a administração está tentando se reerguer.

“Tem muito trabalho para ser feito, muitas análises em termos de documentos e, gradativamente, vamos fazendo para dar uma resposta (à sociedade)”, disse o procurador.

Posse

Maria Madalena de Jesus assumiu o comando da Prefeitura de Iranduba em 10 de novembro de 2015, após a prisão e o afastamento do prefeito eleito em 2012, Xinaik Medeiros (Pros).

Xinaik foi afastado do cargo pelo Legislativo municipal e ainda é alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na qual pode ter o mandato cassado.

Ele e ex-secretários municipais foram presos após duas operações do MPE-AM em parceria com a Superintendência da Polícia Federal no Amazonas, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU).

O prefeito eleito é acusado de chefiar uma rede de corrupção de licitações responsável por desviar R$ 56 milhões do município em menos de 1 ano.

 

Por equipe EM TEMPO

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